quinta-feira, 26 de junho de 2008

MANIFESTO PELA LIBERDADE




http://www.manifestopelaliberdade.com.br/

A música eletrônica aproxima o homem de si mesmo. Dá asas ao espírito, que voa em busca de novas sensações e descobertas.

Festejar é celebrar a vida. É deitar na grama e lembrar que todos somos parte da natureza e que sem ela não existimos. É curtir o hoje, esquecer o ontem e não temer o amanhã. Festejar é deixar que a música seja o maestro soberano do corpo. É perceber que dinheiro nenhum substitui o valor das amizades. Festejar é ser livre para decidir os rumos da própria vida.

Nos últimos tempos, porém, vimos as raves serem invadidas por pessoas despreocupadas com qualquer filosofia ou valor, interessadas apenas em experimentar novas drogas e testar os limites do corpo. As festas foram contaminadas por preconceito, brigas, hipocrisia. E a magia foi se apagando.

Essa distorção de valores abriu espaço para ataques por parte da mídia e das autoridades. Nosso paraíso está seriamente ameaçado pela censura. Somos um risco porque despertamos de um estado anestésico e caminhamos para a conquista da liberdade plena: de expressão, de escolha, de pensamento.

O destino das raves está nas suas mãos. Traga o melhor de você para a festa. Compartilhe-a com quem você ama. Pois não é com palavras que se explica o poder redentor dos primeiros raios de sol ou que se entende a energia de um abraço.

Vamos resgatar a magia. Criar um ambiente de amor, paz, união e respeito, onde todos possam curtir a música, os amigos e a natureza em harmonia. Vamos construir uma grande comunidade onde todos somos irmãos. Unidos pela música. Essa é a essência das raves e lutaremos por ela até o fim.

Podemos ir além. Pela primeira vez na história, temos chance real de construir um mundo melhor. Você tem poder. Pressione a imprensa e, principalmente, seja a imprensa. Nosso maior inimigo é a ignorância. Espalhe a mensagem para bem longe dos limites da festa.

E quando a força de nossa voz tocar o coração de cada ser humano e alcançarmos uma nova consciência, teremos, enfim, conquistado a tão sonhada liberdade.

domingo, 15 de junho de 2008

Lá vem ela...


Você pode até se identificar com ela. Pode parecer clichê, mas ela sinceramente é diferente e mais louca do que você pode imaginar.
Precisa sentir medo, admiração, vontade. Ela precisa sentir, ela gosta. Ou melhor, ela raramente gosta, ela se apaixona, ela exagera, ela detesta, fica confusa e tem raiva. Odeia 'peso na consciência', mas nunca evita.
Ela não gosta de rum e acha que bom é a mesma coisa que ruim. Por que alguém tem a cara de pau de falar: " ah, isso foi bom" ou "é, legal..."? Fala logo que tá uma merda e pronto.
Pouco rum é ruim, muito rum é excelente.
Ela aconselha a si mesmo, fala com propriedade, mas faz o contrário. É engraçado como ela consegue o que ela quer...não existe fórmula e nem muito tempo, ela consegue e pronto. Isso é segurança? Sim, graças a Deus (?) ela é assim.
Taí uma palavra que ela detesta: TEMPO. Quem inventou esse maldito? Quem disse que é preciso administrá-lo? Porque quando tudo parece perfeito chega a hora de acabar?

Ela gosta de viver e, ao mesmo tempo, quer voar.
Liberdade é uma palavra que faz essa menina sentir arrepios e entenda arrepios como vento forte na cara, cabelo bagunçado, sorriso no rosto e idéias malucas. Ela é um mix disso tudo.
Ela descansa, se cansando. Não vai a festas, ela freqüenta. Ela sabe o que é limite e se descontrola consciente, ou seja, sabe quando perde a linha e ri. Ela assusta as pessoas, sobretudo os mais próximos. Ela é fascinada por filmes, os mais estranhos. E ultimamente se sente bem com comédias românticas (?).
Ela não tá feliz com os outros e nem com ela mesmo. Sabe que tem deixado gente triste, constantemente. Mas ela age por impulso, minha gente! E são inclusive esses impulsos que às vezes fazem ela ter orgulho de si mesma.
Ela são vários personagens, os mais opostos, os mais discretos e exagerados. Ela é montanha e praia. É música alta, com batida forte ou bem lenta. É MÁ e muito mais.