sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Pulga atrás da orelha. Inseticida da sinceridade nelas!

O engraçado de ser bastante sincera é que você tem a possibilidade de arremessar as pulgas, com toda a força.

É pá, pum. Você joga a pergunta ou comentário super sincero, a pessoa tem que te responder na lata e a pulga puuuuuuuuuuuula.

É isso, só queria compartilhar esse pensamento inseticídico.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

All you need is love


Tem gente que tem melhor filme, melhor livro, melhor música. Eu tenho um melhor texto, e é esse abaixo:

All we need is love

Sabe aquele cara, que diz que não tem tempo pro amor, que quer se focar nos estudos, trabalho, ou atividade física, e que tem preferido ficar sozinho? Ele quer se apaixonar. Desesperadamente. Sem culpa, dó, dor ou remorso. Quer alguém que o faça perder o sono, cair nas horas, e sonhar acordado. Que mude a sua existência, marque e fique. Nem que seja temporariamente, que entre pra sua história pessoal. Pro acervo da memória, resguardada, íntima e interna. Não só ele, assim como o menino que vai pra festa, e pega várias. Ou aquele seu amigo que tem uma agenda telefônica imensa, e uma solidão que quase pula pra fora, no peito. Se vangloria de ter levado um número grande de garotas pra cama (quando deveria é agradecer, de não ter pego nenhuma DST - ainda.) Todos querem é cair de amores. Não me contradigam: é verdade. Até o mais canalha dentre todos os cafajestes que já apareceram na sua vida. Pode apostar. Quando vai dormir, pensa em ter alguém pra fazer um cafuné quando ele bate o carro, está se gripando ou o dia fica pesado. Alguém com quem possa viajar, curtir um som em paz, e dormir com cumplicidade. Acordar, e saber que está ali - por ele, para ele. Querer ao seu lado com urgência, paixão. Ligar a qualquer hora para dizer: ei, como foi o seu dia? Porque ele realmente se importa, e quer saber. E não para cumprir tabela, e largar fora depois, feito cotonete usado. Contar suas histórias, seus dilemas, sabendo escutar com ouvido atento tudo que lhe é dito; tamanha fome de informação, sem detalhes perdidos pelo caminho. Um pouco de ciúme, que é pra apimentar periodicamente. Mistério, para que se vá descobrindo aos poucos, e encantando-se ainda mais. Alguém que apareça, e faça mudar de idéia e princípios, teoremas. Cometer loucuras, furtivas e inesquecíveis. Mesmo que amanhã tenha que acordar cedo e as tarefas sejam muitas. Que ainda seja cedo para pensar no futuro. Sentir é que é o ápice. E não é atrás disso que todos estamos, sempre? Aquele brilho no olho, que conta muito mais do que qualquer convite rebuscado, cheio de estilo. Um sorriso tímido, que feito figurinha, cola no inconsciente, e visitamos, sempre que queremos um minuto de paz. Dois corações acelerados, na mesma frequência exata, sem querer saber do resto do mundo, de nada. Ter em quem pensar, quando os comerciais românticos aparecem, ou a pegação fica mais forte nas cenas que a televisão reproduz. Uma mão que te toque sem maldade, malícia ou posse: apenas amor. Vejam vocês, amor. Primeiro uma paixão que incendeia, e abrandada, vai ficando, e tornando a ficar, marcando a ferro e fogo, iniciais e letras, lá dentro, fundo. Love is all you need. É mesmo! Como num sonho bonito que sonhamos, mas muito melhor: sem beliscão pra acordar, e sim duas bocas que se sentem, pele com pele que se tocam. E é disso que estamos atrás. Tanto eu, como você. E o caminhoneiro, que assobia a cada bundinha redonda que vê passar pelas ruas. Aquele executivo, terno bem passado e gratava no lugar, e seu casamento de fachada. O seu amigo que coleciona calcinhas que cada par de pernas abertas que explorou, e também aquele moço que diz não querer o amor, nem nada que lhe tire o foco, a atenção. Mentira dele. Todos queremos escutar sininhos e sinetas, ver pássaros azuis, e anjos. Ir até o outro lado do mundo, se preciso. Ninguém está fechado para balanço, porque quando o tal amor entra em jogo, tudo se abre, sem revisão e dúvida alguma. O que não admitimos é perder tempo com aquilo que não nos faz ter o mínimo de decência e consideração - e que seja muito mais que apenas tesão.

Tensão + Atraso = Mariana, você é uma fraude!

Faltam 7 dias se eu contar o dia de hoje.

A tensão está pairando. Primeiro, porque estou atrasada com tudo. Não vi roupas de frio, não vi os presentes das meninas, não vi nada. Satisfeita só porque fechei as viagens que faremos lá (e mesmo assim, gerenciei porque agora estou devendo todas elas). Segundo, porque estou insegura. Outro país, outra língua, viagem sozinha. Na verdade, tendo que ser meio mãe, ou bastante irmã mais velha. Terceiro, não fiz nada do que eu gostaria para as pessoas que estão aqui. Minha mãe, o L, até meu amigo oculto do trabalho ainda está por esperar as surpresas de quem vai.
Quarto: tenho medo de voltar e as coisas estarem diferentes. Em tooooodos os aspectos, e sobretudo na vibe boa do momento. Eu sei o que vai ser falado, eu sei as minhocas que surgirão na cabeça, eu sei dos argumentos dos amigos. Afinal, ela estará do outro lado do mundo, num país sem lei, onde tuuuudo é permitido. Ela estará longe. Imagina só o que ela tá fazendo agora...

Saco. Não dá para prever e não dá para parar o tempo. E, por mais que eu queira, não posso ser egoísta a esse ponto. Só resta confiar e prezar pela vibe boa.

Não faça o que você não gostaria que eu fizesse.
Parece simples, não?

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Levar e se deixar levar - ed. especial final de semana perfeito


Tudo depende das pessoas.
Pessoas vão, pessoas vem. Pessoas marcam. Ser a pessoa de alguém.

Sim, de fato tudo depende das pessoas. Palavras ditas podem mudar o seu dia. Palavras não ditas podem ter interpretações negativas que vão fazer toda a diferença. Atitudes fazem com que a gente pense,não pense ou mude de opinião.

Tive o final de semana mais perfeito da minha vida. Uma surpresa que vinha sendo planejada. A expectativa já estava sendo instigante, porque eu adorava ver o quanto o responsável pela minha surpresa estava feliz e orgulhoso com tudo o que estava criando, um misto de criança levada com mãe organizando festa. Foi mais de uma semana de preparação. Sai na hora do almoço, ligações obscuras, tempos em frente ao computador, segredos que eu só poderia saber depois. E ele dizia: "não vou te contar nada agora, na hora certa você vai saber. Não marque absolutamente nada para a sexta, dia 10. "

Eu nunca gostei muito de surpresas. Acho que nunca gostei de não ter o controle das coisas. Mas deixei rolar. E era bacana ver essa satisfação dele na expectativa e na preparação, porque ele, até então, não estava satisfeito com nada que havia feito para mim. A mãe e o melhor amigo sabiam do plano, gostaram e desaprovaram, ao mesmo tempo. Acharam "loucura" demais.

Sexta chegou. Às 16h ele pediu para sair do trabalho, inventou um motivo de pai ou médico. Marcou de passar na minha casa às 21h30. Ligou e passou para às 22h. Chegou quase 22h30. A roupa, era pra eu vestir uma de sair, sem nenhuma outra especificidade.

Coloquei um vestido de festa e um sapato moderno, mais uma vez, sem ter o controle da situação. Quando desci, havia um taxi e ele esperando. Minha irmã e primas já haviam o visto na porta. E o taxista só ouviu um: "pode tocar, você sabe pra onde." Perto do Bar do Bigode ele disse: "É aqui" e riu, brincando. Na porta estava um amigo dele, que sacou tuuuuudo e mandou logo um: "Agora fudeu!" quando eu estava sendo puxada para dentro do Victory Suítes, sem acreditar e bem explanadinha na frente daquele monte de gente no bar da frente.

Entramos, preenchemos a ficha e subimos. Quarto 1509. Quando chegamos, fiquei mais uma vez sem acreditar. Um quarto enorme, uma cama de casal linda, com pétalas de rosas vermelhas espalhadas sob, um buquê de rosas vermelhas sob a cama, uma caixa de chocolate da Cacau Show e, eu com um radar 360º detectei também uma garrafa de champagne com duas taças sob a bancada da 'cozinha'. E na sacola na mão, um presente: "Pesquisei o que tinha na Holanda para que você pudesse lembrar de mim. Descobri que lá é a terra das tulipas. Essa aqui é a Inholanda". Da embalagem tirei uma boneca de pano que me encantou. E a história em seguida me encantou muuuuuuuuuuito mais. Ele pediu ajuda para um amigo da Support, agência em que ele trabalhava, e eles FIZERAM a tulipa. Sério. A etiqueta tem um G de Gustavo e um pseudo L. Isso porque dias antes estávamos no carro e eu falando que nem gostava de tricôs, bordados e tal. Que eu não tinha paciência para isso. Ele disse que depois precisava me contar uma coisa. Era isso: ele bordou, cortou, escolheu os panos.

A outra surpresa foi: "A última coisa agora não vai ter como te entregar!" , "Por que não?", "Por que tá aqui..."(tirando a camisa). Uma tatuagem com um M, um pouco abaixo da nuca. Morri! Fiquei paralisada por alguns instantes, fiquei aérea, fiquei feliz, achei loucura, fiquei sem acreditar.

E depois a gente conversou demais, assuntos a esmo na varanda, bebendo champagne. E depois a gente foi assistir televisão, e depois...
Nunca me senti tão a vontade. Parecia que eu estava em uma viagem de férias, com uma pessoa que eu conhecia há anos.
Acordamos de manhã, perto de 6h. Duas chamadas não atendidas de casa. Esporro era certo, até que não foi bem esporro, mas aborrecimento. Cheguei em casa às 8h, com um sorriso no rosto. É bom demais ter motivações nos dias que seguem. É bom demais ter no que pensar, em fazer coisas pequenas mudarem o dia da pessoa e perceber coisas pequenas mudando os nossos.

Levar e se deixar levar.

E o sábado assistindo "500 days of Summer", no notebook, dentro do carro, no lugar mais lindo de JF.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Assim como era no princípio agora e sempre, amém.

Os princípios são realmente o início de alguma coisa. Eles são absurdamente modificados quando descobrimos os meios.

Sério. Eu acho mesmo que essência se muda, personalidade se muda, gosto se muda. O ambiente muda as pessoas, o convívio diário também. Lógico, você tem contato com outras opiniões, descobre coisas que são possíveis e viram naturais, normais. E se você tiver algum motivo para mudar, se isso vai te fazer melhor, você vai mudar, pode ter certeza.

É isso o que eu chamo de vida.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Conselho para uma amiga.

[Resolvi postar aqui para eu guardar no coração.]

É bom se sentir mais leve, né?

Existe um limite muito ínfimo da idealização excessiva, que frustra, para a expectativa leve, que instiga e alimenta.
É o mesmo limite da perseverança para o 'bater a cabeça'.
É como a diferença do doce para o azedo. É assim.

A liberdade é uma ilusão. Mas essa ilusão que faz a gente flutuar é tão gostosa, né? O negócio é que você está se libertando de situações. A pior prisão é a prisão da sua mente pelos seus princípios, a prisão de você mesmo. Portanto, libertar-se dela é a liberdade mais intensa, como fuga de um esconderijo que te tortura.

Sucesso nessa empreitada da vida real, rs!

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Faltam 24 dias

E 3 dias para eu ir no médico.
O que eu não quero é saber quantos dias faltam para eu fazer exame de sangue!

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Eu gosto dela, ela gosta de mim.

Momentos. Reações.

Tanta coisa acontece sempre, todos os dias. Coisas que chocam, como a polícia pacificadora no Rio que na verdade virou o caos da violência, coisas que surpreendem como todo o ano de 2010. Dentre essas coisas, existem os planejamentos. Miranda vai para o Canadá, dia 11 de dezembro. 11 dias depois, Betina embarca para a Holanda.

Elas tem uma sintonia inexplicável. O namorado da Betina diz que elas também são namoradas, de tão forte a ligação. Sei que é bonito e invejável de ver. Taí uma coisa que as viagens não vão estragar: o relacionamento delas. Tem coisa que é engraçada: elas estão mais distantes, mas continuam juntas, ligadas.

Só que confesso, sinto falta da presença dela e sei que, por mais distraída que estivermos com as novidades, sentirei ainda.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Desconfortável

Eu gosto dela, demais.

Mas posso confessar uma coisa? Não gosto das amigas dela, para ser muito sincera, nunca fui muito com a cara delas. Agora, prefereria evitar encontrá-las, sabe?

Não acho nada, só desconfortável.

sábado, 6 de novembro de 2010

Críticas no espelho

Reparei que as coisas que a gente mais critica das pessoas são as que mais a gente faz. Só que é imperceptível, nada planejado. Não se culpe. Todo mundo é assim.

É como um jogo de espelho que tudo se inverte. Todo mundo tem teto de vidro.

Pode saber que quem é super ciumento no fundo dá motivo para as pessoas terem ciúme dele e o super seguro no fundo é a insegurança pura. Dentre outros exemplos dos esteriótipos da vida.

Cuidado com o que você reflete.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

De Betina para Miranda

Betina gosta de ser quem ela é. Betina olha para trás e não se admira como se admira agora. Betina tem paixão pelas pessoas, por relacionar-se com elas. Sabe que esse é seu talento, mas sabe que seu ponto fraco também está relacionado com isso: ela é dependente das pessoas mas sua cabeça não. A cabeça exige espaço e tempo. Aí é a questão: a pior inimiga de Betina é a sua própria mente.

Betina enlouquece com grande facilidade e disfarça com o mesmo talento. E, por isso, Betina nunca consegue o equilíbrio pleno. Essa é a grande meta da vida de Betina: sua MISSÃO aqui é descobrir o ponto certo da 'embreagem' da vida. O EQUILÍBRIO que instiga, faz as coisas valerem a pena e gera a ESTABILIDADE. É um pontozinho só que ela precisa descobrir. Algo como achar agulha no palheiro ou fazer rotinas serem prazerosas.

Betina se faz de forte e inventa uma segurança que ela não tem. Mas uma coisa ela tem e assume: coragem. Ela experimenta, sente, transborda para não deixar a oportunidade passar. Isso talvez seja o oposto do equilíbrio, mas sabe o problema? Ela detesta escolher e tem medo de se arrepender.

Betina era pedrinha de gelo. Betina era bem sucedida nisso pois não sofria. Betina descobriu a sinceridade e passou a ser transparente na medida fosca em que ela se permite, mas ela não esconde mais. É difícil, Betina assume. Mas é melhor, ela concorda.

Betina tem uma pessoa na vida cuja ligação é inexplicavelmente necessária. É uma relação ironicamente doce e ácida. Betina e Miranda tem essências essencialmente pouco superficiais. Elas são assim. Elas se completam mesmo sendo parecidas. Esse amor puro que não precisa ser racionalizado e nem teorizado. Descobriu-se e brilhou tipo filme americano. Betina provoca Miranda por se fazer ausente as vezes. Ela precisa dessa distância inexplicável. Não é questão de não saber se dividir, é questão de precisar de iluminar um ponto de cada vez para que depois todo o palco esteja aceso.

(Mas talvez Miranda precise ser lembrada de que o sentimento de Betina por ela é insubstituível e intenso. E não há um quê de mistério nisso e sim, uma opção!)



















(De Betina para Miranda)

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Jogue o jogo!



"Eu sei
Jogos de amor são pra se jogar
Ah, por favor, não venha explicar
O que eu não sei, e o que eu já sei

O nosso jogo não tem regras nem juíz
Você não sabe quantos planos eu já fiz
Tudo que eu tinha pra perder eu já perdi
É o seu exército invadindo o meu país

Ah, se você lembrar
Se quiser jogar
Me liga, Me liga

Bom sei
Que não se pode terminar assim
O jogo encerra e nunca chega ao fim
E recomeça a cada instante, a cada instante!

Eu não te peço muita coisa, só uma chance
Pois ainda guardo o seu retrato na estante
Quem sabe um dia eu vou te ter ao meu alcance
Ah, como ia ser bom se você deixasse

Se você lembrar
E se quiser jogar
Me liga, Me liga!

Eu não te peço muita coisa, só uma chance
Pois ainda guardo o seu retrato na estante
Quem sabe um dia eu vou te ter ao meu alcance
Ah, como ia ser bom se você deixasse

Se você lembrar
E se quiser jogar
Me liga, Me liga!"

Me liga - Paulo Ricardo


Eu sempre tive a ideia de que a vida é um game. Você vai passando de fase, vai passando pelas tentações e tem que ser capaz de esquivar delas, você ganha e perde pontos. Por isso sempre fui permeada de teorias. Esse jogo é um labirinto, você precisa escolher. Está entre o perde e o ganha. Não dá mais para voltar atrás. O que você pode fazer é jogar de novo.
É isso: o jogo da vida do revirão. Quando tudo estiver bem, disconfie e prepare-se. Tudo pode virar de ponta cabeça.

Então, será que estamos descobrindo a resposta? Eu de certo modo afasto a estabilidade porque ela dura pouco e depois vem a tempestade? Então se eu viver sempre na tempestade, o oposto disso é a estabilidade, então será que acabarei a atraindo? Sim, escalas 7, a pseudoestabilidade. É isso, Deus!


Na verdade esse é só um pensamento previsão, sei lá, não tem muita relação direta com o momento ou até tenha. Me perco. As coisas vão bem, talvez, obrigada! O furacão avassalador do último mês deu uma sossegada interna e virou vento de madrugada. Meu coração já esqueceu o terremoto que dominou-o até grande parte desse ano, passou e o local está sendo reconstruído rapidamente.


O questionamento da vez é: por que envolvimento gera sentimento que gera idealização? É a lei? Diga-me um caso real que não tenha essas ligações intrínsecas!

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Atuar é uma arte intrínseca aos seres...


Atuar, atuar, atuar.
O que acontece?

São expressões, bocas e mentiras que são acreditadamente reais.
Elas envolvem, criam histórias e idealizações e acontecem.

Elas causam. Elas são.
São mentiras perigosas que você sabem que são mentira mas exatamente por esse motivo elas são estimulantes, atrativas. Elas são.

Enfim, mentiras são vícios. Coisas escondidas e pseudoverdades são vícios. É difícil não se apaixonar por aventuras e riscos. Não se entregar aos limites e as vontades.

A mentira divide a gente. Metade quer a verdade. Metade quer a irrealidade.
A mentira é tentação.

A mentira é paixão.

A mentira é um morde e assopra.

domingo, 17 de outubro de 2010

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Cortar sua garganta

Eu não posso cortar sua garganta para arrancar as verdades que você sente e não quer me dizer.

Eu não posso fazer isso, porque mesmo que tentasse, eu te mataria e não as arrancaria.
Se há um limite muito tênue para isso, eu ainda não descobri.



Eu deveria estar leve e tranquila, eu sei que depois as coisas vão se encaixar, sem pressão e no tempo certo.
Talvez a gente ainda não tenha maturidade para conversar. E nem eu quero isso agora.
A história ainda está longe de terminar. Mas ainda não há nada que possa ser feito agora. Nada.


A leveza veio. O feriado desperdiçou grandes doses dela, de forma desnecessária. Veio o clima de provocação e maldade no ar. Mas as coisas vão se encaixar quando a poeira baixar. Não é história guardada na gaveta que faz a gente pirar, é paz interior.


Eu sinto, ainda há muito o que acontecer.

Ar rarefeito




Ela está no olho do furacão, na intensidade de emoções e pensamentos.
A vibe é boa mas a sensação é de aperto.
Já ouviu dizer que nada que é demais dá certo, mas ela não quer ter nada de menos.
E ela só queria a estabilidade e a vibe boa da vida. Só isso.

(Esse querer de menos já é querer demais?)
Idealizações do caralho quando a prática começa a acontecer.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Sinto muito.




Deixar nosso coração falar. Seguir a intuição. Ser guiada pelos sentimentos. É engraçado viver assim. Estou experimentando. Sinto muito, não no sentido de lamentar, mas no sentido de ser tudo muito à flor da pele. Percepção aflorada, eu diria. (Quase) nunca falha.

Eu sei de coisas. Coisas que eu sinto que ainda não acabaram. Sentimentos discretamente escondidos. Histórias praticamente eternamente mal resolvidas. Eu sinto isso tudo. Eu não sei (e nem sei quando, e nem se devo e nem se será automaticamente) resolver.

C'est la vie avec möi.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Conselho para mim, para os amigos e inimigos




Aproveite o agora!
Não de uma forma superficial e avassaladora, seguindo filosofias CARPE DIEM e pensando que o mundo pode acabar a qualquer momento. Mas vai que acaba?

A PLENITUDE é o somatório dos momentos vividos. Não adianta idealizarmos vida longa, eh preciso viver..
É preciso viver o hoje para que o amanhã chegue (e mais ainda, que tenhamos vontade que esse amanhã chegue, e repita o hoje, e o ontem...)

Por exemplo, não adianta querer que se tenha uma mega invenção no futuro, a cura da Aids, a máquina de teletransporte. É preciso trabalhar para que existam um dia. A vida é mais ou menos assim. A (pseudoquase)diferença é que nem sempre o melhor é forçar as coisas. Nesse sentido o 'trabalhar' quer dizer: proporcionar momentos ótimos, fazer valer a pena.

Divirta-se nessa vida, seja leve, sagaz, sinta mais do que pense.


Idealizações e planos geram frustrações. Metas são muito mais palpáveis e motivadoras.

Desprazer em te conhecer.




Sabotar significa provocar coisas desnecessárias, fazer as pessoas pensarem antecipadamente ou jogar ideias no ar que aparentemente fazem sentido, afinal nenhuma verdade é 100% absoluta.
É um imenso desprazer em conhecer você, Senhora Sabotagem. Não quero mais a senhora na minha vida.Vá caçar outros rumos.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

2010: o ano do autoconhecimento




A questão não é ser multifacetária. É ser flexível.
E o mais intrínseco a mim possível: explanada nas opiniões, nos comentários, nos gostos e no exterior. Discrição total na vida pessoal.

E QUE DEUS MANTENHA. AMÉM.

Personagem


O que fazer quando o mundo externo te vê de uma forma que você não se vê?
Um personagem, sem querer criado, toma a conta do seu ser.
E a essência verdadeira perde o espaço.

Sou a Katy Perry, quando na verdade,
Sou a complexidade disfarçada pela superficialidade

Qual parte de mim você conhece?
De qual 'eu' você gosta?

(Será que gosta?)

O interior disfarçado diz que:
ela é extrovertida, amiga de gays, independente, faz o que dá na cabeça, inclusive com relação aos homens, é livre e desempedida, não tem preocupação com dinheiro, é enérgica e consegue tudo o que quer.

Na verdade, esse é um invólucro. Uma parte disso pode até ser, mesmo que momentânea.
A essência verdadeira vem num domingo ou numa madrugada bêbada despretenciosa.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Lições que ficam.


O que seria de mim sem ela?


Depois de uma conversa complexa e ampla, um resultado especificamente generalizado, do qual só tenho um ponto a discordar.


"Penso e logo existo!"


Seria uma ótima frase para iniciar uma reflexão.
Pensamentos são formas concretas de nos definirmos.


Se eu penso, posso definir um campo no qual existe uma explicação para o meu eu individual, uma linha empírica ou ilusória de fatos que poderão definir coisas... nada além de coisas!
Imagino a mente como um campo complexo e vazio, sim contraditório. No qual, pessoas têm que ocupa-lo assim, ocuparam ele de alguma forma.
Existe diferença entre ideia e pensamento?


A imaginação nutrem nossos pensamentos. Com isso nossos pensamentos influenciam nossas atitudes ou essas, influenciam os pensamentos?
Eu penso porque fiz, ou eu penso e faço?


Pensamento se difere da realidade e assim, da intuição.
Em algumas situações separamos coisas que não são separáveis, e unimos significado as coisas que pela sua existência são singulares e não a mesma complexidade.
Ter uma resposta e ter uma conclusão, é a mesma coisa... realidade. Ter uma resposta e não ter conclusão, é pensamento. Porque nesse caso, como você não irá ter a conclusão de uma resposta dada, não há mais o que ter que imaginar e pensar para chegar a uma hipótese de conclusão.


Pensamentos - somos nós, mesmo que a origem não seja nossa. Existem pensamentos alheios que identificamos e somamos a nós...
Realidade - desconstruir pensamentos e enxergar nada além do que acontece.
Intuição - Sentir, nem sempre serão de acordo com a realidade vivida.


Nossos ideais e desejos estão implícitos em nossa forma de pensar. Quem nunca imaginou uma atitude hipotética diferente da realidade. Em 500 dias com ela, temos o exemplo mais claro dessa situação. Quando Tom é convidado para festa de Summer e vivencia alí, a realidade e a expectativa - coisas totalmente distintas.


Tudo muda o tempo todo, não há como acordar amanhã e ser a mesma pessoa que hoje. Passamos por evoluções e até regressões. Mudam - se os gostos e as vontades.


Pensamentos nos dão nó, fazem o nó e desfazem o nó.


Eles vão e voltam. Aprendi que o erro é prende-los, na ordem natural eles tem que ser igual uma água fluente, eleeeeeees passam...
Eles não nos nutrem a alma, como ficar em paz com a cabeça borbulhando de ideia?
Não há sussego que lhe conforte.


Cobranças deterioram o seu eu.
Querer ter essência apurada e diferenciada, requer talento... muita complexidade compreende loucura. Um dia, nem você saberá mais o que é verdade e o que ideias!
Sustentar pensamentos gera uma realidade, na qual um dia você irá ver que poderia ter vivido essa de uma outra maneira.


No seu momento, sinta você, sinta paz. Recolha pensamentos.
Seja simples e sucinta. Seja cuidadosa, talvez assim você possa se conhecer.




"Desconheça a si mesmo e sempre correrá perigo.."


K.



A única coisa que não faz sentido é que a cada dia me conheço mais, só que não conheço o que passa na cabeça das pessoas ao meu redor. Um dia elas fazem coisas lindas e no outro, não fazem nada. Essa contrariedade é que acaba com toda a minha estabilidade.

Dar corda ou não dar corda?!?!


Relógios são contadores do tempo.

Se você não der corda, ele para, perde o sentido, a importância e fica esquecido.

Se você der corda demais, ele estraga, se cansa e você se desgasta.


A conclusão: dê somente a corda necessária para que ele funcione bem e normalmente.

Acho engraçado me perder nesses pensamentos absurdos metafóricos que no fim das contas fazem um pouquinho de sentido.

Bacana, não?

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Sutileza, simplicidade e naturalidade.

http://www.youtube.com/watch?v=uy0HNWto0UY

Caldeirão de ideias: ou tome-as ou cuspa-as!

EQUILÍBRIO
Pensar
Viver
Planejar
Sentir
Ideias e conceitos
Teorias e princípios
Metas
CERTEZA
Verdade absoluta
Sabotagem
Personagens e imagens
Fazer dar certo
Demonstrações são necessárias
Quando um quer outro não quer
Diferença entre Superficialidade e Simplicidade
Formar opinião a partir de experiências adquiridas
As pessoas são capazes de mudar as coisas, desde que queiram
As pessoas mudam e as suas opiniões também, personalidade inclusive
Características comuns
Acreditar em uma coisa faz ela ser real
Plenitude e intensidade ainda existem?



Uma série de questionamentos e pontos de vista para serem engolidos e digeridos ou serem ignorados e esquecidos. Ou não serem.
De qualquer forma, não enlouqueça.

Sinta e vá em frente. A intuição é muito importante.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

15h32 Sono...

Aniversário que não era ontem, aniversariante desconhecida, cerveja que acaba, mudança de bar, motorista substituto, torre de cerveja, bebida de gatinho, porteiro fofoqueiro, esporro de mãe, tequila, sinuca e física, negociação de presente, mudança de bar de novo, Zé Mayer + Alfie, conversas estranhas, balãozinho...

Caindo de sono depois de uma madrugada de sono de duas horas.
Acho que gostei, talvez, não sei.

E um monte de AHN? na cabeça.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Seguindo mandamentos de Jedi - Star Wars

Filosofia Sith

"Peace is a lie, there is only passion." - Paz é uma mentira, só existe paixão.

"Through passion, I gain strength." - Através da paixão, ganho Força.

"Through strength, I gain power." - Através da Força, ganho poder.

"Through power, I gain victory." - Através do poder, atinjo a vitória.

"Through victory, my chains are broken." - Através da vitória, as minhas correntes são quebradas.

"The Force shall free me." - Assim, a Força me libertará.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

PRÉ-OCUPAÇÃO

Quando um dos grandes erros é esperar demais das pessoas;
Quando um dos grandes erros é não conseguir tem tempo para preocupar com si mesmo;
Quando um dos grandes problemas é não saber unir a teoria com a prática;

Quando o maior dos erros é deixar a vida passar, escorrer e não conseguir agarrar.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

TÁ FODA.

CANSEI DE SER EU.


NÃO SEI DAR O PASSO SEGUINTE.

ERRO SEMPRE. MEUS IMPULSOS ME DIRECIONAM PRA ATITUDES ERRADAS E AO CAMINHO DO SUPERFICIAL.

POR QUE EU PRECISO TANTO DE DEMONSTRAÇÕES? SERÁ QUE É POR QUE EU VISUALIZO AS DEMONSTRAÇÕES QUE EU QUERIA SENDO DIRECIONADAS PARA OUTRAS PESSOAS?


SIM. OBRIGADA POR NADA.

TPM COM SENTIMENTOS VERDADEIROS DA PORRA.


PS: EU SÓ QUERIA SER A PESSOA DE ALGUÉM.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Ahn?

Por que as coisas voltaram a ficar estranhas na minha cabeça?

Até ontem eu estava dominada pelo equilíbrio e pela tranquilidade. Dormi e a inquietude dominou-me tanto, que tive pesadelo. O que eu esperava? Uma mensagem? Por que uma mensagem havia de acalmar meu coração?


Descobri que preciso de demonstrações sinceras. Por mais que eu não acredite nelas. E mais ainda, descobri que sei muito bem atingir o primeiro passo, mas sou um fracasso para passar para o passo dois.

E mais ainda, descobri que por mais que eu critique, sou escrava dos meus sentimentos.

#fail

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Não pense.

Oi insanidade sensata,

Acho que te devo satisfações. Te usei como minha melhor amiga, te injetando desabafos pesados e agora, levemente, te esqueci.

Mentira! Você não está parada no tempo. Só que eu decidi não pensar por um tempo. Pensar desgasta, cansa, irrita. Há um tempo atrás pensar doía, agora não mais. Cheguei a Insustentável Leveza do Ser. Desacelerei. Mas quando penso em novamente pensar, vejo que isso é o oposto do que eu quero: simplicidade.

Pensando assim, já começo a divagar sobre esses paradoxos. Quero simplicidade, mas não quero superficialidade e coisas no modo automático. Portanto, quero não pensar sobre o que eu quero, quero buscar o que quero e pronto. Pensar estressa e desequilibra.


Obrigada por tudo o que você foi pra mim. Ainda te devo o post sobre o fim da saga(que eu sei que não tem fim, mas que agora eu gosto da ideia de ter sido adiado). Saiu da gaveta mas está guardadinho nos seus rascunhos. Por um tempo.

M.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

?

Tenho dois grandes medos: do tempo e das escolhas. E por eu ter esses medos, não sei o que fazer.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Ela.




Antes mesmo de receber o texto abaixo, pensei nela.
E quando trocamos emails, pela manhã, já pensava nela.
Que amizade esquisita!

Eu sinto a nossa conexão. Sei a diferença de estarmos longes ou estarmos distantes. Eu sinto. Posso não vê-la todos os dias, mas saber que a tenho sempre me deixa tão bem! A menor hipótese de perdê-la me deixa sem chão.

Ah 2007! Digo que foi um dos melhores anos da minha vida, talvez tenho a pretensão de dizer que foi o melhor. Será que o ressurgimento dela tem a ver com isso? Possivelmente sim: Os bares de sempre. Os lugares de nunca. Os dias nada óbvios. Aí vieram as brigas bizarras da madrugada. A conexão mais forte. O trabalho junto/separado. As pessoas desconexas. O revirão. As opiniões. Os conselhos. As conversas longas e altas.

Minha cabeça está pensando em uma coisa: o quanto eu e ela crescemos juntas! Não me refiro somente a evoluir, mas a amadurecer. Não sei se ela concorda, mas crescer dói. Talvez seja a parte mais difícil de cada uma ser cada uma.

Segredo: Eu sempre quis ter o auge de um filme americano: a conexão intensa, a sintonia para sempre, que perdura décadas e continua mesmo a quilômetros de distância. Mas não precisou imaginar, minha gente! Aconteceu, espontâneo assim. Talvez estejamos em um filme ou em uma série americana. Sei que terão muitas continuações e farei de tudo para isso. Talvez você seja a minha plenitude intensa. Nunca quero me acostumar com o contrário.

Você é essa minha pessoa, minha melhor pessoa.

Conversa de veraneio

Sorvete para refrescar,
em um banquinho de madeira na praça eu quero sentar.
ver o céu azul e poder falar:

- colo, o tempo irá te dar.

Da vida devemos cuidar,
mas adivinhar o futuro, não vai dar!

não esqueça de relembrar:
- " você precisa de água e ar!" Para que escorregar em perguntas que não vem a calhar?

No banquinho de madeira iremos ficar, conversando até você concordar, que fará de tudo o que precisar.

Que tal descriar o revirão que nós criamos?
Dizer que nunca existiu, é mentira!
Fazer ele existe, quando bem entender... é muita pretensão.
E, saber que ele irá existir é o balaço da rede que movimenta nosso coração.

E aqui eu vou ficar, com gosto de limão para lembra do banquinho de madeira e deixar a saudade parar.

Lembre-se você é minha pessoa, que eu sempre vou cuidar.



K.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Receita de viver, por Carlinhos Oliveira

Para viver bem é preciso chegar aos 30 anos com a satisfação de se ter permitido todas as loucuras imagináveis na juventude. E só freqüentar os amigos que suportam os nossos defeitos.

Recomenda-se também uma boa gargalhada, à sós, no momento de se erguer da cama: “Quanta bobagem tenho feito neste mundo! Quá, quá, quá!” A serenidade imperturbável conduz ao fanatismo, e este dá câncer.

Nenhuma preocupação burguesa ou pequeno-burguesa, como por exemplo o medo de perder o emprego ou os bens; nenhuma ambição material, fora as indispensáveis (casa, comida, roupa lavada), ou então que seja gratuita: juntar dinheiro para algum dia comprar um iate ou passar dois anos zanzando pela Europa.

Nunca ferir uma mulher a ponto de fazer-se odiado por ela. O homem inteligente é o que sabe transformar antigos amores em sólidas amizades.

Estar sempre em condições morais de perder tudo e começar tudo outra vez. Interessar-se por tudo, principalmente por aquilo que não nos diz respeito. Amar apenas uma mulher de cada vez. Dizer sempre a verdade, seja qual for e doa a quem doer. Conhecer um por um os nossos defeitos, curar-se dos que não são naturais e cultivar aqueles que mais nos agradam.

Evitar ao máximo o paletó e a gravata, os chatos que falam no ouvido, as mulheres que resolvem tudo pelo telefone, os bêbados que mudam de personalidade quando lúcidos, os vizinhos muito prestativos e todo papo do qual participem mais de três pessoas.

Longa caminhada solitária pelo menos uma vez por semana. Não discutir preços — é melhor ir embora sem comprar. Não guardar ódios a ninguém. Dormir oito horas e, acordando, continuar na cama enquanto puder. Recusar-se terminantemente a beber uísque que não seja escocês legítimo, preferindo a cachaça como alternativa. (Isto vale apenas para quem gosta de beber e bebe freqüentemente, como é o caso do autor dessa receita. Neste caso, a aceitação de qualquer bebida é moralmente inquietante, pois atravessa a fronteira que separa o prazer do vício.)

Ser condescendente com o comportamento sexual dos outros. Tentar compreender cada pessoa, evitando julgá-la. Saber exatamente o momento em que os amigos gostariam de estar sós. Ter caráter bastante para reconhecer as qualidades positivas de um eventual inimigo. Treinar, como quem faz ginástica, para ser sinceramente modesto. Saber contar com irreverência histórias em que faz papel de bobo, e que tenham acontecido realmente.

Viver tão intensamente que possa dizer à morte, quando vier: “Já veio tarde.”

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

SAKINEH, UMA MULHER COMO NÓS

Adoçantes não calóricos. Massagem com compressas de ervas quentes. Máquinas high-tech para eliminar a celulite. Modelador térmico para criar cachos naturais. Esmalte de tratamento para unhas frágeis. Clareador de manchas com ácido bio-hialurônico. Hidratante bloqueador de radicais livres. E sigo folheando uma adorável revista feminina, que nos conduz a um mundo onde tudo é lindo, glamuroso e caro, mas sonhar não custa nada, e viro mais uma página, e outra, enquanto penso: uma moça chamada Sakineh Mohammadiz Ashtiani pode morrer apedrejada a qualquer momento por um suposto adultério cometido anos atrás.

Mulheres se candidatam à presidência, dirigem empresas, pedem o divórcio, viajam sozinhas, investem na sua vaidade, mas nenhuma dessas conquistas pode nos orgulhar enquanto ainda houver o costume de enterrar uma criatura no chão com apenas a cabeça de fora para que leve pedradas de diversos homens - e não podem ser pedras GG, tem que ser as de tamanho M, apois exige-se que o suplício seja longo. Que tom de gloss será conveniente para assistir ao badalado evento?

Sei que há diversas outras modalidades de desrespeito aos direitos humanos, inclusive no Brasil, mas neste momento estou vestindo a camiseta da Sakineh. Quero falar sobre o ato primitivo de se apedrejar uma mulher na cabeça até a morte. Não discuto o motivo torpe da condenação, pois nem que ela tivesse matado alguém, em vez de simplesmente ter feito sexo com alguém, seria justificativa. Não há justificativa para a brutalidade.

É a lei do Irã, é a religião do Irã, é a tradição do Irã, e daí? Quando meu estômago embrulha, é sinal de que algo bem perto de mim está acontecendo. Distância só existe quando a gente racionaliza, o sentir unifica. O Irã faz parte do mundo em que eu vivo. O meu tempo e o da Sakineh são o mesmo. Somos contemporâneas. Ela não é um personagem, existe. Tem filhos. E se a mobilização internacional não surtir efeito, em breve será enterrada até a altura do busto, com os braços presos para não poder proteger o rosto.

O que dói, mais do que tudo, é reconhecer que avançamos tanto e ainda não conseguimos atingir um grau de humanidade que seja comum a todos, homens e mulheres de qualquer lugar e de qualquer crença. O que podemos fazer por Sakineh? Rezar para que ela seja enforcada, que é o plano B. Ufa, seria um alívio.

Há uma petição circulando pela internet. Acredito tanto na eficiência desses abaixo-assinados como acredito em creme antirugas, mas volto a dizer: sonhar não custa nada. www.liberdadeparasakineh.com.br

Eu já assinei. Agora vou passar meu incrível tônico de renovação celular “future solution”, pois, como qualquer mulher, adoro cuidar da minha pele.

MARTHA MEDEIROS

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Três perguntas

Certo dia, um rei percebeu que se soubesse a hora certa de agir, quem eram as pessoas mais necessárias e o mais importante a ser feito, nunca falharia no que fizesse. Procurou um homem sábio para se aconselhar. Vestiu roupas simples, e antes de chegar ao destino, desceu do cavalo, deixou seus guarda-costas para trás e foi sozinho.

O sábio estava cavando o chão em frente à sua cabana. O rei chegou e falou:

"Vim aqui porque preciso que me responda três perguntas: como posso aprender a fazer o que é certo na hora certa? Quem são as pessoas às quais devo prestar maior atenção? Quais os assuntos aos quais devo conceder prioridade?”

O sábio não respondeu e continuou a cavar. Estava fraco e inspirava profundamente, a cada golpe. O rei se ofereceu para cavar em seu lugar e preparou duas extensas sementeiras. Sem receber nenhuma resposta às suas perguntas, quase ao final da tarde, disse: "Vim até aqui para obter respostas. Se não pode me dar nenhuma, então me diga que vou embora.”

Nisso, um homem barbado saiu correndo da floresta. Estava ferido e caiu desmaiado, gemendo baixinho. O rei e o sábio o socorreram. Havia uma grande ferida em seu corpo. O rei a lavou e a cobriu com seu lenço e uma toalha do sábio. O sangue continuou a jorrar. Muitas vezes o rei lavou e cobriu a ferida.

Finalmente, a hemorragia parou. O homem foi levado para a cama e adormeceu. A noite chegou. O rei sentou-se na entrada da cabana e, cansado, adormeceu. Ao despertar pela manhã, demorou um pouco para se dar conta de onde estava. Voltou-se para dentro. O homem ferido o olhou e lhe pediu perdão.

"Não tenho nada para lhe perdoar", disse o rei. "Nem o conheço.”

“Mas eu o conheço. O senhor prendeu meu irmão e jurei acabar com sua vida. Quando soube que o senhor vinha para cá, também vim. Esperei na floresta para matá-lo pelas costas. Mas o senhor não voltou. Saí de minha emboscada e seus guarda-costas me viram. Foram eles que me feriram. Fugi deles. Teria sangrado até a morte se não me tivesse socorrido. Majestade! Se eu sobreviver, serei o mais fervoroso de seus servos.”

O rei ficou satisfeito por ter conseguido a paz com seu inimigo tão facilmente. Disse que mandaria seu médico para atendê-lo. Levantou-se e procurou o sábio que estava agachado, plantando nas sementeiras cavadas no dia anterior.

“Então, vai responder às minhas perguntas?”

Erguendo os olhos, o sábio lhe respondeu:

“O senhor já tem todas as suas respostas.”

E ante a indagação da real figura, explicou:

“Se sua majestade não tivesse ficado condoída da minha fraqueza ontem e cavado essas sementeiras para mim, indo embora, teria sido atacado por aquele homem. Teria assim se arrependido de não ter permanecido comigo. Por isso a hora mais importante foi quando cavava as sementeiras. Eu era o homem mais importante. Fazer-me o favor foi o mais importante.

Depois, quando o quase assassino chegou correndo, a hora mais importante foi quando cuidava dele. Se não tivesse cuidado da sua ferida, ele teria morrido sem estar em paz consigo. Por isso, ele era o homem mais importante. O que foi feito por ele foi o mais importante.

Então, só existe um momento importante, o agora. O homem mais necessário é aquele com quem você está, pois ninguém sabe se vai tornar a lidar com outro alguém. O assunto mais importante é fazer o bem para esse com quem se está, pois esse é o grande propósito da vida.”



A hora de agir é agora. O local onde você está é o mais ajustado e as pessoas que estão com você, as ideais para a sua vida e o seu crescimento.

Vai dar tudo certo, sempre.

Vai dar tudo certo, sempre.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Muitos EUs. Sem EU-lírico

Sei que não sei quem sou EU, mas sei que tem pessoas sendo EU por aí. Poor guys! Todas criaturas mornas, perdidas, recuperando uma essência que não sei se realmente é.
E eis que descubro que talvez um desses EUs talvez saibam mais de mim do que eu mesma. Os textos dizem isso. E assim, vou me aproveitando dos pensamentos dos outros para não ter que pensar por mim mesma. "Não penso, logo sinto"


"Ressaca.

Por que você teima em ser assim, garota?Por que você é teimosa em se evitar?Você, que parece viver em uma redoma como a Rosa de Bela.Nascida incompleta parece viver e tendendo a nunca se completar.Uma incompletude completa para sempre será?Menina bonita que se evita, por que chora?Você não tem o direito de chorar, porque não se dá o direito de sofrer por amor.Se esquiva, arisca.Foge, some,escorrega.Vai viver triste. Teimosa teima em traçar destino futuro criança cachorro sotaque.Uma coisa que acontece na cabeça e desce pro peito,pressionando o coração que não sente, em sua função única de pulsar o sangue.Uma angústia que mata o peito da menina que sofre por não conseguir sofrer de amor.Que será feito dela então?Singularmente uma fria carinhosa que passa pela vida e não a entende. Quer um par e não consegue se entregar. O que a trava? O que a faz chorar tanto sem saber, coberta de uma tristeza bonita de músicas de lamentos de peitos de frases...Por que ela teima em procurar pra não achar?Por que ela não sente, mas procura tanto a solidão? Que medo há?Que arte há nisso? Tão calma cansada de calma.Ela se acha atriz, uma estrangeira fazendo seu papel na própria vida.
O filme é triste."

Inveja tomou conta. Preciso me sentir leve.

Vagando por blogs alheios, eis que descubro um texto que me causou um mix de incômodo e estranheza. Me deu uma vontade de sentir. Uma vontade de chegar a plenitude pura das coisas mais gostosas. Inveja e aperto no coração. Uma vontade de sentir o que não sinto há um tempo. Uma vontade de ocupar o meu espaço interior do peito, ou mais ainda, da mente. Com leveza. Ou melhor.


"De repente parece que tudo faz sentido.
Parece que tudo está no lugar que foi meticulosamente planejado para estar em algum lugar de um tempo que passou.
Parece que o universo agora se encaixa e começa a fazer sentido.
E assim sobre o sentido, digo que sinto os meus passos mais compassados e doces
em uma leveza que parece conduzir a um luxo radioso de sensações.
Sensações doces.
De repente parece que tudo ficou mais brando
suavemente a vida passa a se fazer sentir mais calma.
Se eu me permitisse descrever, tentando materializar, ainda que em palavras, essa sensação,eu diria estar envolvida por uma nuvem.
Uma nuvem com entremeios de uma transparência fina e delicada.
Uma sensação meio flor, meio gente. Meio nuvem,meio passarinho.
Meio grama, meio cheiro de grama. Meio corrida descalça na grama.
Acho que de tanto tentar descrever,encontrei a palavra para o que de repente sinto:

Harmonia. "

Para fazer diferença...


Acabei de fazer um bem pra mim mesma.


Ao invés de almoçar, comi qualquer coisa na padaria e resolvi dar uma volta pelo bairro onde eu trabalho, com "A insustentável leveza do ser" nas mãos.

Sentei em um banco qualquer de uma pracinha qualquer e li alguns bons capítulos. Depois fugi do sol e sentei debaixo de uma árvore para continuar a minha leitura despretenciosamente, como se eu não tivesse mais nada que me pressionasse nesse mundo....

"Ele nasceu dessa imagem. Como já disse, as personagens não nascem de um corpo materno, como os seres vivos, mas de uma situação, uma frase, uma metáfora que contém em um embrião a possibilidade humana fundamental que o autor imagina não ter sido ainda descoberta, ou sobre a qual nada ainda foi dito de essencial.
Mas não se diz sempre que o autor só pode falar de si mesmo?
Olhar o pátio com angústia e não conseguir tomar uma decisão; ouvir o ruído obstinado de seu próprio ventre num momento de exaltação amorosa; trair e não poder parar na estrada tão bela das traições; levantar o punho no desfile da Grande Mancha; exibir seu humor diante dos gravadores escondidos pela polícia: eu próprio conheci e vivi todas essas situações; de nenhuma delas, no entanto, saiu a personagem que sou, eu mesmo, no meu curriculum vitae."
- página 184 e 185.

Impulsividade



Atitude. Ação. Impulso. Fiz.

Agora resta saber o que acontece. E se acontece.

Friendship

Minha vida é assim. Na sexta e no sábado, dias em que as pessoas saem e se divertem, eu fiquei em casa, quietinha na minha. Com o pensamento longe e nada mais em evidência. E de domingo para segunda, chego em casa 1h20 (!)

A simplicidade das coisas me agrada e me deixa feliz. Sou boba assim mesmo, meus momentos tornam-se felizes com facilidade: churrasco, bebidas e amigos verdadeiros. Pronto!

Foram caipirinhas, vodkas + red bulls, whiskeys, cervejas e um grupo seleto de grandes amigos. Isso é o mais legal: passar o domingo entre amigos. E ali estava uma galera da Comunicação que tinha como elo maior de ligação um passado em uma empresa dos sonhos. Quem imaginava que às 00h estaria rolando um super papo entre 3 ex-presidentes?

Foi bacana compartilhar experiências e sair daquelas mesmas opiniões e intuições próprias. Nunca consegui expressar tão bem a coisa que me atormenta há um tempinho tão facilmente para uma amiga. E foi simples. E tive opinião verdadeira, de quem está fora da história, como espectadora de um filme que se envolve com o roteiro e sabe fazer uma crítica bem embasada depois.

A volta pra casa, a pé, do Cascatinha até o Alto dos Passos não foi nem cansativa, nem desinteressante. E até a segunda-feira está valendo a pena.

Muito obrigada pelo meu domingo de momentos simples e felizes, mesmo com a derrota do Flamengo que eu nem quis ver.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Medo do tempo

Aperto.

Estou com medo do tempo. Do tempo que passa e a gente não vê.
Do tempo que passa e faz a gente esquecer.
Do tempo que passa e faz a gente mudar de objetivos.

Tenho medo de não dar a mesma importância as coisas e pessoas que um dia já fizeram parte de mim.
Não tenho medo de mudar de opinião. Tenho medo de mudar de essência.
Não tenho medo de mudanças. Tenho medo de perdas.

Não quero fazer planos porque não quero esperar o tempo chegar.

O tempo/silêncio resolve histórias mal resolvidas ou só coloca na caixinha de lembranças que promove apertos e choques?
Devo correr MAIS RÁPIDO que o tempo?
O que levo comigo, a racionalidade ou a deteminação da intensidade?
Adianta ultrapassar o tempo?
Impulsividade x Tempo = Ausência?
Gritos x Silêncio?

... (?)

E a sorrir eu vou levando a vida, na certeza de não ser o que se é.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Saaaaaaaaaaaaaai fora histórias mal resolvidas!!!!

Me rendo!

E não é que me rendi novamente aos encantamentos de "A insustentável leveza do ser"?
Tomas sou eu, o meu avesso e o que eu mais detesto.

"Es muss sein!"

Na batida do tempo e do coração

Cheguei a seguinte conclusão:

Impulsividade é grito. Tempo é silêncio.

Alguma coisa acontece. Você se desespera. Quer resolver logo, não para de pensar. A vontade era de pegar um taxi, pegar o telefone, pegar um avião e tomar as atitudes. Você pira. Você tem vontade de GRITAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAR.

Aí você pensa. Não tem como resolver na hora, ou talvez seja melhor não tentar resolver na hora. Você respira. Você respeita e espera. Angústia. Você aceita que é melhor assim. Acredita que é melhor assim. Se engana e relaxa. Fica quietinha e passa. SILÊNCIO.


Tempo é assim. Você se acostuma com a falta das coisas e das pessoas. TUDO PASSA. E quando a gente não quer que passe (o que na maioria das vezes acontece), o sentimento fica ali, escondido, gerando um apertinho no peito, só esperando um novo encontro para dar um choque e fazer o coração pular pela boca.


Esperando, esperando...
O que é DETERMINAÇÃO, meu Deus?

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Intensidade enlouquece!

A primeira vez que ouvi isso, me assustei. Afinal, eu sempre era a menina da intensidade, aquela que fazia questão de valorizar os momentos ótimos e que nunca se contentava com o "bom".

Depois vi que a plenitude era mais interessante. E ainda concordo com isso.

Porém esse final de semana voltei a ser a menininha intensa: parada gay no dia todo, ficar sem dormir, música eletrônica e brinquedo na madrugada, ficar sem dormir, levar a irmã holandesa na rodoviária, chorar por isso...

Agora, dona Mariana, aguenta as consequências: sem voz, dor de garganta, friiiiiiiiiiiiiio!

Se intensidade não enlouquece, pode ter certeza que ela adoece!

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

.Referências e Coincidências.

Sextas são sempre cheias de trabalho (e pepinos!). Ainda mais se for uma sexta-feira 13 do mês de agosto. Pode saber que as bruxas estão soltas!

De tanta coisa para resolver hoje, dei uma pequena surtada, entrei no meu blog e entrei em um que tem um nome muito parecido com o meu. Li um texto que me incomodou. São muitas referências e coincidências que eu juro que poderia muito bem ter sido um texto meu, já que os pensamentos todos já o são. Senti um tom de posse e resolvi postar o texto aqui, com o devido crédito para o dono do blog insanidade.com. (O texto foi escrito em 31 de março de 2010)



"Meus Queridos, como estão? Espero que bem. De verdade.

Vocês devem achar estranho escrever, mas ainda por aqui, sem nem dar sinal de que isto existe. Sempre fui mais de falar, não é? Mas não tenho visto oportunidades, é preciso colocar logo as coisas que estão aqui machucando a garganta e fazendo os olhos arderem.

Começo logo resumindo tudo: sinto saudades. Muita. Mais ainda quando só os vejo!

Não faço idéia de onde esta história toda começou. Sei por onde ela passa, mas não quero imaginar onde ela terminaria. Não faz muito a minha cara imaginar o fim das coisas. Sou muito bocó quando se trata disso. Fico desejando ser pra vida toda. Nem sempre é…

Acho que não é muito certo tentar buscar uma explicação para isso. Hipóteses existem mas, em minha mente, nenhuma delas seria digna de despertar estas coisas. A não ser pelos desentendimentos. Taí! Desentendimentos são coisas que não se resolvem naturalmente. Mas, como disse anteriormente, não são tantas as oportunidades de conversa.

De início achei que o tempo fosse ajudar. Que aos poucos as coisas iriam voltar a ser como antes… Não sei se é minha ansiedade, mas acho que está demorando demais pra que isso aconteça. Daí fico naquela: esquecer e bola pra frente ou deixar que o peito se aperte cada vez que a memória prega uma peça?

Se eu pudesse voltar atrás pode ser que eu mudasse algo. O quê, verdadeiramente falando, não sei! Mas acho que uma coisinha ou outra poderia ser mudada. Acho que o hoje seria diferente, mesmo precisando ser parecido.

Sinto falta e estranho o que se passa. Me questiono, quase o tempo todo, se a culpa é só minha, se o que se espera é uma atitude minha. Não sei. Sei que tenho medo de repetir o filme, enjoar da pipoca e sair antes da sessão terminar!

A parte boa é que isto está me ajudando a crescer. A tomar novas decisões e a ver as coisas de uma forma diferente.

Fico aqui. Não quero tomar tempo! Acho que está tudo corrido! Em todos os cantos, em todas as mentes…"

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Soul Mate

Chegou até mim a Marie Clare desse mês. Um monte de matérias interessantes, digo, com outras perspectivas a cerca de assuntos clichês. Uma em especial me chamou atenção - almas gêmeas e a Cabala.

Bem resumidamente, todo mundo tem a sua alma gêmea. Mas de acordo com a Cabala, você precisa querer e mais ainda, precisa merecer encontrá-la. Nada acontece por acaso. Você precisa estar evoluído para encontrá-la porque quando isso acontece, as mudanças (certamente para melhor), influenciam o ambiente a sua volta: fazem bem aos seus amigos, familiares, etc.

E são pessoas complementares. Normalmente o homem é mais velho que a mulher e os dois evoluem juntos. Uma coisa que me instigou: quase sempre as almas gêmeas tem que fazer de tudo para ficarem juntos, literalmente fazem as coisas dar certo.


[Isso é uma das coisas que mais me atrai. Gosto dessas histórias em que as pessoas fazem acontecer. Me orgulho desse tipo de experiência. Isso chama determinação. Enfim, não era necessário esse desabafo cortando a minha linha de raciocínio.]

Sei que lendo essa matéria senti um sentimento estranho, eu diria que foi quase raiva: os padres, freiras e afins são pessoas sacanas. Se eles não podem casar, eles não encontram as suas almas gêmeas. Essas pobres coitadas ficam vagando, mas não adianta procurar, porque essas pessoas abriram mão de serem encontradas.

[A não ser que nasça ai uma outra história dessas avassaladoras.]


Aí entra um consolo: existem as almas gêmeas e as almas certas. As certas são aquelas que te fazem feliz, de completam por um momento. Se você não encontrar a sua alma gêmea, talvez a certa seja satisfatória.

Para algumas pessoas sim, já para outras...

Válvula de escape

'Es tan corto el amor, y tan largo el olvido' Pablo Neruda

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

#sonhosestranhos

Ehhh, tem umas quatro ou cinco noites que tenho tido sonhos estranhos. E mais estranho ainda é eu acordar me lembrando deles. O tema é comum: morte. Nunca a minha. Meu sonho já fez cinco vítimas e por todas elas eu fiquei desesperada.

Procurei no Google o significado disso e eis que surgiu o seguinte:

Morte: Sonhar que está morto, conseguirá libertar-se de sua preocupações. Ver pessoa conhecida morta, saiba que sua saúde e dos seus está em boa forma; e, se a pessoa era desconhecida, tomará conhecimento de um segredo familiar e precisará participar aos demais, aja com prudência. Se, em sonho, você falou com pessoa morta, espere notícias auspiciosas. Quem sonha constante com a morte, precisa rever seu comportamento e suas atitudes, deixe o negativismo de lado, acredite que você e seus planos irão renascer.

(http://www.sonhos.com.br/)

E em outro site:

Morte - Ver morrer alguém já morto: ganhará questão ou aposta. Ver-se morto: riqueza. Ver uma morte: saúde. O sonho com morte pode significar que se quer terminar algo definitivamente. Sorte: peru. (http://www.portalchapeco.com.br/jackson/sonhos.htm)


Acho que realmente estou precisando encontrar o equilíbrio das coisas.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Essência

Acho que estou recuperando a minha essência...

#seráofimdorevirão?

sábado, 19 de junho de 2010

O FRASCO DE MAiONESE E CAFÉ

Quando as coisas na vida parecem demasiado, quando 24 horas por dia
não são suficientes...Lembre-se do frasco
de maionese e do café.

Um professor, durante a sua aula de filosofia sem dizer uma palavra, pega num frasco de maionese e esvazia-o...tirou a maionese e encheu-o com bolas de golf.
A seguir perguntou aos alunos se o Frasco estava cheio. Os estudantes responderam sim.
Então o professor pega numa caixa cheia de pedrinhas e mete-as no frasco de maionese. As pedrinhas encheram os espaços vazios entre as bolas de golf.
O professor voltou a perguntar aos alunos se o frasco estava cheio, e eles voltaram a dizer que sim.
Então...o professor pegou noutra caixa...uma caixa cheia de areia e esvaziou-a para dentro do frasco de maionese. Claro que a areia encheu todos os espaços vazios e uma vez mais o pofessor voltou a perguntar se o frasco estava cheio. Nesta ocasião os estudantes responderam em unânime "Sim !".
De seguida o professor acrescentou 2 xícaras de café ao frasco e claro que o café preencheu todos os espaços vazios entre a areia. Os estudantes nesta ocasião começaram a rir-se...mas repararam que o professor estava sério e disse-lhes:


'QUERO QUE SE DÊEM CONTA QUE ESTE FRASCO REPRESENTA
A VIDA'.
As bolas de golf são as coisas Importantes:
como a FAMÍLIA, a SAÚDE, os AMIGOS, tudo o que você AMA DE VERDADE.
São coisas, que mesmo que se perdessemos todo o resto, nossas vidas continuariam cheias.

As pedrinhas são as outras coisas
que importam como: o trabalho, a casa, o carro, etc.
A areia é tudo o demais,
as pequenas coisas.

'Se puséssemos 1º a areia no frasco, não haveria espaço para as pedrinhas nem para as bolas de golf.
O mesmo acontece com a vida'.

Se gastássemos todo o nosso tempo e energia nas coisas pequenas, nunca teríamos lugar para as coisas realmente importantes.

Preste atenção às coisas que são cruciais para a sua Felicidade.

Brinque ensinando os seus filhos,
Arranje tempo para ir ao medico,
Namore e vá com a sua/seu namorado(a)/marido/mulher jantar fora,
Dedique algumas horas para uma boa conversa e diversão com seus amigos
Pratique o seu esporte ou hobbie favorito.


Haverá sempre tempo para trabalhar, limpar a casa, arrumar o carro...
Ocupe-se sempre das bolas de golf 1º, que representam as coisas que realmente importam na sua vida.


Estabeleça suas prioridades, o resto é só areia...


Porém, um dos estudantes levantou a mão e perguntou o que representaria, então, o café.

O professor sorriu e disse:

"...o café é só para vos demonstrar, que não importa o quanto a nossa vida esteja ocupada, sempre haverá espaço para um café com um amigo. "

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Os dois.

Se tem uma coisa que não define esses dois é a simplicidade.

Ela é intensa, sonhadora.
Ele é racional, focado.
Eles tem uma conectividade inexplicável e uma série de coincidências giratórias.

Ela, Colombina com todas as cores e brilhos que se pode caber
Ele, Piarquim com toda a vontade que lhe é peculiar
Eles, carnaval.

Ela quer momentos simples e sorrisos sinceros.
Ele quer ser alguém melhor.
Eles querem chegar ao mesmo lugar, através de caminhos diferentes.

Ela tinha a essência racional, era pedrinha de gelo.
Ele era divertido, buscava Frankesteins.
Eles quiseram matar os monstros.

Ela gostava de senti-lo perto, mesmo distante.
Ele teve medo da pressão.
A sintonia ofuscou-se.

Ela estava disposta a abrir mão para buscar a felicidade, através de coisas simples.
Ele abriu mão de tudo por um objetivo único.
Eles ficaram distantes.

Ela gosta.
Ele confunde.
Ela não sabe mais.
Ele evita.
Ambos querem a plenitude, mas se contradizem.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Blog, blog meu...

Volto ou não volto a postar em você?

[muitacoisanacabeça]

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Vamos logo, sem paredes.


"A parede na qual Summer se escondia, a parede da distância, do espaço, do casual. Essa parede estava caindo aos poucos. Pois aqui estava o Tom. No seu mundo. Um lugar que poucos foram convidados para ver. E aqui estava a Summer, querendo ele e mais ninguém." 500 days of summer