terça-feira, 31 de agosto de 2010

Receita de viver, por Carlinhos Oliveira

Para viver bem é preciso chegar aos 30 anos com a satisfação de se ter permitido todas as loucuras imagináveis na juventude. E só freqüentar os amigos que suportam os nossos defeitos.

Recomenda-se também uma boa gargalhada, à sós, no momento de se erguer da cama: “Quanta bobagem tenho feito neste mundo! Quá, quá, quá!” A serenidade imperturbável conduz ao fanatismo, e este dá câncer.

Nenhuma preocupação burguesa ou pequeno-burguesa, como por exemplo o medo de perder o emprego ou os bens; nenhuma ambição material, fora as indispensáveis (casa, comida, roupa lavada), ou então que seja gratuita: juntar dinheiro para algum dia comprar um iate ou passar dois anos zanzando pela Europa.

Nunca ferir uma mulher a ponto de fazer-se odiado por ela. O homem inteligente é o que sabe transformar antigos amores em sólidas amizades.

Estar sempre em condições morais de perder tudo e começar tudo outra vez. Interessar-se por tudo, principalmente por aquilo que não nos diz respeito. Amar apenas uma mulher de cada vez. Dizer sempre a verdade, seja qual for e doa a quem doer. Conhecer um por um os nossos defeitos, curar-se dos que não são naturais e cultivar aqueles que mais nos agradam.

Evitar ao máximo o paletó e a gravata, os chatos que falam no ouvido, as mulheres que resolvem tudo pelo telefone, os bêbados que mudam de personalidade quando lúcidos, os vizinhos muito prestativos e todo papo do qual participem mais de três pessoas.

Longa caminhada solitária pelo menos uma vez por semana. Não discutir preços — é melhor ir embora sem comprar. Não guardar ódios a ninguém. Dormir oito horas e, acordando, continuar na cama enquanto puder. Recusar-se terminantemente a beber uísque que não seja escocês legítimo, preferindo a cachaça como alternativa. (Isto vale apenas para quem gosta de beber e bebe freqüentemente, como é o caso do autor dessa receita. Neste caso, a aceitação de qualquer bebida é moralmente inquietante, pois atravessa a fronteira que separa o prazer do vício.)

Ser condescendente com o comportamento sexual dos outros. Tentar compreender cada pessoa, evitando julgá-la. Saber exatamente o momento em que os amigos gostariam de estar sós. Ter caráter bastante para reconhecer as qualidades positivas de um eventual inimigo. Treinar, como quem faz ginástica, para ser sinceramente modesto. Saber contar com irreverência histórias em que faz papel de bobo, e que tenham acontecido realmente.

Viver tão intensamente que possa dizer à morte, quando vier: “Já veio tarde.”

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

SAKINEH, UMA MULHER COMO NÓS

Adoçantes não calóricos. Massagem com compressas de ervas quentes. Máquinas high-tech para eliminar a celulite. Modelador térmico para criar cachos naturais. Esmalte de tratamento para unhas frágeis. Clareador de manchas com ácido bio-hialurônico. Hidratante bloqueador de radicais livres. E sigo folheando uma adorável revista feminina, que nos conduz a um mundo onde tudo é lindo, glamuroso e caro, mas sonhar não custa nada, e viro mais uma página, e outra, enquanto penso: uma moça chamada Sakineh Mohammadiz Ashtiani pode morrer apedrejada a qualquer momento por um suposto adultério cometido anos atrás.

Mulheres se candidatam à presidência, dirigem empresas, pedem o divórcio, viajam sozinhas, investem na sua vaidade, mas nenhuma dessas conquistas pode nos orgulhar enquanto ainda houver o costume de enterrar uma criatura no chão com apenas a cabeça de fora para que leve pedradas de diversos homens - e não podem ser pedras GG, tem que ser as de tamanho M, apois exige-se que o suplício seja longo. Que tom de gloss será conveniente para assistir ao badalado evento?

Sei que há diversas outras modalidades de desrespeito aos direitos humanos, inclusive no Brasil, mas neste momento estou vestindo a camiseta da Sakineh. Quero falar sobre o ato primitivo de se apedrejar uma mulher na cabeça até a morte. Não discuto o motivo torpe da condenação, pois nem que ela tivesse matado alguém, em vez de simplesmente ter feito sexo com alguém, seria justificativa. Não há justificativa para a brutalidade.

É a lei do Irã, é a religião do Irã, é a tradição do Irã, e daí? Quando meu estômago embrulha, é sinal de que algo bem perto de mim está acontecendo. Distância só existe quando a gente racionaliza, o sentir unifica. O Irã faz parte do mundo em que eu vivo. O meu tempo e o da Sakineh são o mesmo. Somos contemporâneas. Ela não é um personagem, existe. Tem filhos. E se a mobilização internacional não surtir efeito, em breve será enterrada até a altura do busto, com os braços presos para não poder proteger o rosto.

O que dói, mais do que tudo, é reconhecer que avançamos tanto e ainda não conseguimos atingir um grau de humanidade que seja comum a todos, homens e mulheres de qualquer lugar e de qualquer crença. O que podemos fazer por Sakineh? Rezar para que ela seja enforcada, que é o plano B. Ufa, seria um alívio.

Há uma petição circulando pela internet. Acredito tanto na eficiência desses abaixo-assinados como acredito em creme antirugas, mas volto a dizer: sonhar não custa nada. www.liberdadeparasakineh.com.br

Eu já assinei. Agora vou passar meu incrível tônico de renovação celular “future solution”, pois, como qualquer mulher, adoro cuidar da minha pele.

MARTHA MEDEIROS

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Três perguntas

Certo dia, um rei percebeu que se soubesse a hora certa de agir, quem eram as pessoas mais necessárias e o mais importante a ser feito, nunca falharia no que fizesse. Procurou um homem sábio para se aconselhar. Vestiu roupas simples, e antes de chegar ao destino, desceu do cavalo, deixou seus guarda-costas para trás e foi sozinho.

O sábio estava cavando o chão em frente à sua cabana. O rei chegou e falou:

"Vim aqui porque preciso que me responda três perguntas: como posso aprender a fazer o que é certo na hora certa? Quem são as pessoas às quais devo prestar maior atenção? Quais os assuntos aos quais devo conceder prioridade?”

O sábio não respondeu e continuou a cavar. Estava fraco e inspirava profundamente, a cada golpe. O rei se ofereceu para cavar em seu lugar e preparou duas extensas sementeiras. Sem receber nenhuma resposta às suas perguntas, quase ao final da tarde, disse: "Vim até aqui para obter respostas. Se não pode me dar nenhuma, então me diga que vou embora.”

Nisso, um homem barbado saiu correndo da floresta. Estava ferido e caiu desmaiado, gemendo baixinho. O rei e o sábio o socorreram. Havia uma grande ferida em seu corpo. O rei a lavou e a cobriu com seu lenço e uma toalha do sábio. O sangue continuou a jorrar. Muitas vezes o rei lavou e cobriu a ferida.

Finalmente, a hemorragia parou. O homem foi levado para a cama e adormeceu. A noite chegou. O rei sentou-se na entrada da cabana e, cansado, adormeceu. Ao despertar pela manhã, demorou um pouco para se dar conta de onde estava. Voltou-se para dentro. O homem ferido o olhou e lhe pediu perdão.

"Não tenho nada para lhe perdoar", disse o rei. "Nem o conheço.”

“Mas eu o conheço. O senhor prendeu meu irmão e jurei acabar com sua vida. Quando soube que o senhor vinha para cá, também vim. Esperei na floresta para matá-lo pelas costas. Mas o senhor não voltou. Saí de minha emboscada e seus guarda-costas me viram. Foram eles que me feriram. Fugi deles. Teria sangrado até a morte se não me tivesse socorrido. Majestade! Se eu sobreviver, serei o mais fervoroso de seus servos.”

O rei ficou satisfeito por ter conseguido a paz com seu inimigo tão facilmente. Disse que mandaria seu médico para atendê-lo. Levantou-se e procurou o sábio que estava agachado, plantando nas sementeiras cavadas no dia anterior.

“Então, vai responder às minhas perguntas?”

Erguendo os olhos, o sábio lhe respondeu:

“O senhor já tem todas as suas respostas.”

E ante a indagação da real figura, explicou:

“Se sua majestade não tivesse ficado condoída da minha fraqueza ontem e cavado essas sementeiras para mim, indo embora, teria sido atacado por aquele homem. Teria assim se arrependido de não ter permanecido comigo. Por isso a hora mais importante foi quando cavava as sementeiras. Eu era o homem mais importante. Fazer-me o favor foi o mais importante.

Depois, quando o quase assassino chegou correndo, a hora mais importante foi quando cuidava dele. Se não tivesse cuidado da sua ferida, ele teria morrido sem estar em paz consigo. Por isso, ele era o homem mais importante. O que foi feito por ele foi o mais importante.

Então, só existe um momento importante, o agora. O homem mais necessário é aquele com quem você está, pois ninguém sabe se vai tornar a lidar com outro alguém. O assunto mais importante é fazer o bem para esse com quem se está, pois esse é o grande propósito da vida.”



A hora de agir é agora. O local onde você está é o mais ajustado e as pessoas que estão com você, as ideais para a sua vida e o seu crescimento.

Vai dar tudo certo, sempre.

Vai dar tudo certo, sempre.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Muitos EUs. Sem EU-lírico

Sei que não sei quem sou EU, mas sei que tem pessoas sendo EU por aí. Poor guys! Todas criaturas mornas, perdidas, recuperando uma essência que não sei se realmente é.
E eis que descubro que talvez um desses EUs talvez saibam mais de mim do que eu mesma. Os textos dizem isso. E assim, vou me aproveitando dos pensamentos dos outros para não ter que pensar por mim mesma. "Não penso, logo sinto"


"Ressaca.

Por que você teima em ser assim, garota?Por que você é teimosa em se evitar?Você, que parece viver em uma redoma como a Rosa de Bela.Nascida incompleta parece viver e tendendo a nunca se completar.Uma incompletude completa para sempre será?Menina bonita que se evita, por que chora?Você não tem o direito de chorar, porque não se dá o direito de sofrer por amor.Se esquiva, arisca.Foge, some,escorrega.Vai viver triste. Teimosa teima em traçar destino futuro criança cachorro sotaque.Uma coisa que acontece na cabeça e desce pro peito,pressionando o coração que não sente, em sua função única de pulsar o sangue.Uma angústia que mata o peito da menina que sofre por não conseguir sofrer de amor.Que será feito dela então?Singularmente uma fria carinhosa que passa pela vida e não a entende. Quer um par e não consegue se entregar. O que a trava? O que a faz chorar tanto sem saber, coberta de uma tristeza bonita de músicas de lamentos de peitos de frases...Por que ela teima em procurar pra não achar?Por que ela não sente, mas procura tanto a solidão? Que medo há?Que arte há nisso? Tão calma cansada de calma.Ela se acha atriz, uma estrangeira fazendo seu papel na própria vida.
O filme é triste."

Inveja tomou conta. Preciso me sentir leve.

Vagando por blogs alheios, eis que descubro um texto que me causou um mix de incômodo e estranheza. Me deu uma vontade de sentir. Uma vontade de chegar a plenitude pura das coisas mais gostosas. Inveja e aperto no coração. Uma vontade de sentir o que não sinto há um tempo. Uma vontade de ocupar o meu espaço interior do peito, ou mais ainda, da mente. Com leveza. Ou melhor.


"De repente parece que tudo faz sentido.
Parece que tudo está no lugar que foi meticulosamente planejado para estar em algum lugar de um tempo que passou.
Parece que o universo agora se encaixa e começa a fazer sentido.
E assim sobre o sentido, digo que sinto os meus passos mais compassados e doces
em uma leveza que parece conduzir a um luxo radioso de sensações.
Sensações doces.
De repente parece que tudo ficou mais brando
suavemente a vida passa a se fazer sentir mais calma.
Se eu me permitisse descrever, tentando materializar, ainda que em palavras, essa sensação,eu diria estar envolvida por uma nuvem.
Uma nuvem com entremeios de uma transparência fina e delicada.
Uma sensação meio flor, meio gente. Meio nuvem,meio passarinho.
Meio grama, meio cheiro de grama. Meio corrida descalça na grama.
Acho que de tanto tentar descrever,encontrei a palavra para o que de repente sinto:

Harmonia. "

Para fazer diferença...


Acabei de fazer um bem pra mim mesma.


Ao invés de almoçar, comi qualquer coisa na padaria e resolvi dar uma volta pelo bairro onde eu trabalho, com "A insustentável leveza do ser" nas mãos.

Sentei em um banco qualquer de uma pracinha qualquer e li alguns bons capítulos. Depois fugi do sol e sentei debaixo de uma árvore para continuar a minha leitura despretenciosamente, como se eu não tivesse mais nada que me pressionasse nesse mundo....

"Ele nasceu dessa imagem. Como já disse, as personagens não nascem de um corpo materno, como os seres vivos, mas de uma situação, uma frase, uma metáfora que contém em um embrião a possibilidade humana fundamental que o autor imagina não ter sido ainda descoberta, ou sobre a qual nada ainda foi dito de essencial.
Mas não se diz sempre que o autor só pode falar de si mesmo?
Olhar o pátio com angústia e não conseguir tomar uma decisão; ouvir o ruído obstinado de seu próprio ventre num momento de exaltação amorosa; trair e não poder parar na estrada tão bela das traições; levantar o punho no desfile da Grande Mancha; exibir seu humor diante dos gravadores escondidos pela polícia: eu próprio conheci e vivi todas essas situações; de nenhuma delas, no entanto, saiu a personagem que sou, eu mesmo, no meu curriculum vitae."
- página 184 e 185.

Impulsividade



Atitude. Ação. Impulso. Fiz.

Agora resta saber o que acontece. E se acontece.

Friendship

Minha vida é assim. Na sexta e no sábado, dias em que as pessoas saem e se divertem, eu fiquei em casa, quietinha na minha. Com o pensamento longe e nada mais em evidência. E de domingo para segunda, chego em casa 1h20 (!)

A simplicidade das coisas me agrada e me deixa feliz. Sou boba assim mesmo, meus momentos tornam-se felizes com facilidade: churrasco, bebidas e amigos verdadeiros. Pronto!

Foram caipirinhas, vodkas + red bulls, whiskeys, cervejas e um grupo seleto de grandes amigos. Isso é o mais legal: passar o domingo entre amigos. E ali estava uma galera da Comunicação que tinha como elo maior de ligação um passado em uma empresa dos sonhos. Quem imaginava que às 00h estaria rolando um super papo entre 3 ex-presidentes?

Foi bacana compartilhar experiências e sair daquelas mesmas opiniões e intuições próprias. Nunca consegui expressar tão bem a coisa que me atormenta há um tempinho tão facilmente para uma amiga. E foi simples. E tive opinião verdadeira, de quem está fora da história, como espectadora de um filme que se envolve com o roteiro e sabe fazer uma crítica bem embasada depois.

A volta pra casa, a pé, do Cascatinha até o Alto dos Passos não foi nem cansativa, nem desinteressante. E até a segunda-feira está valendo a pena.

Muito obrigada pelo meu domingo de momentos simples e felizes, mesmo com a derrota do Flamengo que eu nem quis ver.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Medo do tempo

Aperto.

Estou com medo do tempo. Do tempo que passa e a gente não vê.
Do tempo que passa e faz a gente esquecer.
Do tempo que passa e faz a gente mudar de objetivos.

Tenho medo de não dar a mesma importância as coisas e pessoas que um dia já fizeram parte de mim.
Não tenho medo de mudar de opinião. Tenho medo de mudar de essência.
Não tenho medo de mudanças. Tenho medo de perdas.

Não quero fazer planos porque não quero esperar o tempo chegar.

O tempo/silêncio resolve histórias mal resolvidas ou só coloca na caixinha de lembranças que promove apertos e choques?
Devo correr MAIS RÁPIDO que o tempo?
O que levo comigo, a racionalidade ou a deteminação da intensidade?
Adianta ultrapassar o tempo?
Impulsividade x Tempo = Ausência?
Gritos x Silêncio?

... (?)

E a sorrir eu vou levando a vida, na certeza de não ser o que se é.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Saaaaaaaaaaaaaai fora histórias mal resolvidas!!!!

Me rendo!

E não é que me rendi novamente aos encantamentos de "A insustentável leveza do ser"?
Tomas sou eu, o meu avesso e o que eu mais detesto.

"Es muss sein!"

Na batida do tempo e do coração

Cheguei a seguinte conclusão:

Impulsividade é grito. Tempo é silêncio.

Alguma coisa acontece. Você se desespera. Quer resolver logo, não para de pensar. A vontade era de pegar um taxi, pegar o telefone, pegar um avião e tomar as atitudes. Você pira. Você tem vontade de GRITAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAR.

Aí você pensa. Não tem como resolver na hora, ou talvez seja melhor não tentar resolver na hora. Você respira. Você respeita e espera. Angústia. Você aceita que é melhor assim. Acredita que é melhor assim. Se engana e relaxa. Fica quietinha e passa. SILÊNCIO.


Tempo é assim. Você se acostuma com a falta das coisas e das pessoas. TUDO PASSA. E quando a gente não quer que passe (o que na maioria das vezes acontece), o sentimento fica ali, escondido, gerando um apertinho no peito, só esperando um novo encontro para dar um choque e fazer o coração pular pela boca.


Esperando, esperando...
O que é DETERMINAÇÃO, meu Deus?

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Intensidade enlouquece!

A primeira vez que ouvi isso, me assustei. Afinal, eu sempre era a menina da intensidade, aquela que fazia questão de valorizar os momentos ótimos e que nunca se contentava com o "bom".

Depois vi que a plenitude era mais interessante. E ainda concordo com isso.

Porém esse final de semana voltei a ser a menininha intensa: parada gay no dia todo, ficar sem dormir, música eletrônica e brinquedo na madrugada, ficar sem dormir, levar a irmã holandesa na rodoviária, chorar por isso...

Agora, dona Mariana, aguenta as consequências: sem voz, dor de garganta, friiiiiiiiiiiiiio!

Se intensidade não enlouquece, pode ter certeza que ela adoece!

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

.Referências e Coincidências.

Sextas são sempre cheias de trabalho (e pepinos!). Ainda mais se for uma sexta-feira 13 do mês de agosto. Pode saber que as bruxas estão soltas!

De tanta coisa para resolver hoje, dei uma pequena surtada, entrei no meu blog e entrei em um que tem um nome muito parecido com o meu. Li um texto que me incomodou. São muitas referências e coincidências que eu juro que poderia muito bem ter sido um texto meu, já que os pensamentos todos já o são. Senti um tom de posse e resolvi postar o texto aqui, com o devido crédito para o dono do blog insanidade.com. (O texto foi escrito em 31 de março de 2010)



"Meus Queridos, como estão? Espero que bem. De verdade.

Vocês devem achar estranho escrever, mas ainda por aqui, sem nem dar sinal de que isto existe. Sempre fui mais de falar, não é? Mas não tenho visto oportunidades, é preciso colocar logo as coisas que estão aqui machucando a garganta e fazendo os olhos arderem.

Começo logo resumindo tudo: sinto saudades. Muita. Mais ainda quando só os vejo!

Não faço idéia de onde esta história toda começou. Sei por onde ela passa, mas não quero imaginar onde ela terminaria. Não faz muito a minha cara imaginar o fim das coisas. Sou muito bocó quando se trata disso. Fico desejando ser pra vida toda. Nem sempre é…

Acho que não é muito certo tentar buscar uma explicação para isso. Hipóteses existem mas, em minha mente, nenhuma delas seria digna de despertar estas coisas. A não ser pelos desentendimentos. Taí! Desentendimentos são coisas que não se resolvem naturalmente. Mas, como disse anteriormente, não são tantas as oportunidades de conversa.

De início achei que o tempo fosse ajudar. Que aos poucos as coisas iriam voltar a ser como antes… Não sei se é minha ansiedade, mas acho que está demorando demais pra que isso aconteça. Daí fico naquela: esquecer e bola pra frente ou deixar que o peito se aperte cada vez que a memória prega uma peça?

Se eu pudesse voltar atrás pode ser que eu mudasse algo. O quê, verdadeiramente falando, não sei! Mas acho que uma coisinha ou outra poderia ser mudada. Acho que o hoje seria diferente, mesmo precisando ser parecido.

Sinto falta e estranho o que se passa. Me questiono, quase o tempo todo, se a culpa é só minha, se o que se espera é uma atitude minha. Não sei. Sei que tenho medo de repetir o filme, enjoar da pipoca e sair antes da sessão terminar!

A parte boa é que isto está me ajudando a crescer. A tomar novas decisões e a ver as coisas de uma forma diferente.

Fico aqui. Não quero tomar tempo! Acho que está tudo corrido! Em todos os cantos, em todas as mentes…"

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Soul Mate

Chegou até mim a Marie Clare desse mês. Um monte de matérias interessantes, digo, com outras perspectivas a cerca de assuntos clichês. Uma em especial me chamou atenção - almas gêmeas e a Cabala.

Bem resumidamente, todo mundo tem a sua alma gêmea. Mas de acordo com a Cabala, você precisa querer e mais ainda, precisa merecer encontrá-la. Nada acontece por acaso. Você precisa estar evoluído para encontrá-la porque quando isso acontece, as mudanças (certamente para melhor), influenciam o ambiente a sua volta: fazem bem aos seus amigos, familiares, etc.

E são pessoas complementares. Normalmente o homem é mais velho que a mulher e os dois evoluem juntos. Uma coisa que me instigou: quase sempre as almas gêmeas tem que fazer de tudo para ficarem juntos, literalmente fazem as coisas dar certo.


[Isso é uma das coisas que mais me atrai. Gosto dessas histórias em que as pessoas fazem acontecer. Me orgulho desse tipo de experiência. Isso chama determinação. Enfim, não era necessário esse desabafo cortando a minha linha de raciocínio.]

Sei que lendo essa matéria senti um sentimento estranho, eu diria que foi quase raiva: os padres, freiras e afins são pessoas sacanas. Se eles não podem casar, eles não encontram as suas almas gêmeas. Essas pobres coitadas ficam vagando, mas não adianta procurar, porque essas pessoas abriram mão de serem encontradas.

[A não ser que nasça ai uma outra história dessas avassaladoras.]


Aí entra um consolo: existem as almas gêmeas e as almas certas. As certas são aquelas que te fazem feliz, de completam por um momento. Se você não encontrar a sua alma gêmea, talvez a certa seja satisfatória.

Para algumas pessoas sim, já para outras...

Válvula de escape

'Es tan corto el amor, y tan largo el olvido' Pablo Neruda

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

#sonhosestranhos

Ehhh, tem umas quatro ou cinco noites que tenho tido sonhos estranhos. E mais estranho ainda é eu acordar me lembrando deles. O tema é comum: morte. Nunca a minha. Meu sonho já fez cinco vítimas e por todas elas eu fiquei desesperada.

Procurei no Google o significado disso e eis que surgiu o seguinte:

Morte: Sonhar que está morto, conseguirá libertar-se de sua preocupações. Ver pessoa conhecida morta, saiba que sua saúde e dos seus está em boa forma; e, se a pessoa era desconhecida, tomará conhecimento de um segredo familiar e precisará participar aos demais, aja com prudência. Se, em sonho, você falou com pessoa morta, espere notícias auspiciosas. Quem sonha constante com a morte, precisa rever seu comportamento e suas atitudes, deixe o negativismo de lado, acredite que você e seus planos irão renascer.

(http://www.sonhos.com.br/)

E em outro site:

Morte - Ver morrer alguém já morto: ganhará questão ou aposta. Ver-se morto: riqueza. Ver uma morte: saúde. O sonho com morte pode significar que se quer terminar algo definitivamente. Sorte: peru. (http://www.portalchapeco.com.br/jackson/sonhos.htm)


Acho que realmente estou precisando encontrar o equilíbrio das coisas.