segunda-feira, 1 de novembro de 2010

De Betina para Miranda

Betina gosta de ser quem ela é. Betina olha para trás e não se admira como se admira agora. Betina tem paixão pelas pessoas, por relacionar-se com elas. Sabe que esse é seu talento, mas sabe que seu ponto fraco também está relacionado com isso: ela é dependente das pessoas mas sua cabeça não. A cabeça exige espaço e tempo. Aí é a questão: a pior inimiga de Betina é a sua própria mente.

Betina enlouquece com grande facilidade e disfarça com o mesmo talento. E, por isso, Betina nunca consegue o equilíbrio pleno. Essa é a grande meta da vida de Betina: sua MISSÃO aqui é descobrir o ponto certo da 'embreagem' da vida. O EQUILÍBRIO que instiga, faz as coisas valerem a pena e gera a ESTABILIDADE. É um pontozinho só que ela precisa descobrir. Algo como achar agulha no palheiro ou fazer rotinas serem prazerosas.

Betina se faz de forte e inventa uma segurança que ela não tem. Mas uma coisa ela tem e assume: coragem. Ela experimenta, sente, transborda para não deixar a oportunidade passar. Isso talvez seja o oposto do equilíbrio, mas sabe o problema? Ela detesta escolher e tem medo de se arrepender.

Betina era pedrinha de gelo. Betina era bem sucedida nisso pois não sofria. Betina descobriu a sinceridade e passou a ser transparente na medida fosca em que ela se permite, mas ela não esconde mais. É difícil, Betina assume. Mas é melhor, ela concorda.

Betina tem uma pessoa na vida cuja ligação é inexplicavelmente necessária. É uma relação ironicamente doce e ácida. Betina e Miranda tem essências essencialmente pouco superficiais. Elas são assim. Elas se completam mesmo sendo parecidas. Esse amor puro que não precisa ser racionalizado e nem teorizado. Descobriu-se e brilhou tipo filme americano. Betina provoca Miranda por se fazer ausente as vezes. Ela precisa dessa distância inexplicável. Não é questão de não saber se dividir, é questão de precisar de iluminar um ponto de cada vez para que depois todo o palco esteja aceso.

(Mas talvez Miranda precise ser lembrada de que o sentimento de Betina por ela é insubstituível e intenso. E não há um quê de mistério nisso e sim, uma opção!)



















(De Betina para Miranda)

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