quinta-feira, 21 de julho de 2011

Devaneios do dia de hoje.

Tomei um desprezo pela medicina, mais especificamente pelo sistema a que tudo isso pertence.
Todo profissional precisa de salário para sobreviver.
Mas todo mundo tem direito a sobreviver, não somente os que tem dinheiro.
As pessoas não pagam para assistirem às missas, mas os padres recebem dinheiro para sobreviver.
Os padres fornecem conteúdo para a saúde da alma. Os médicos não deveriam fornecer a saúde para o corpo?
É preciso pagar para ser atendido por um médico, para realizar exames e cirurgias. Se não tem dinheiro, você espera na fila por dias, meses. Se é grave e tem pressa, morre.
Mas a pessoa tem o direito de não querer morrer, ela tem o direito de querer viver. Como ela faz? Ela vira médico, para salvar a si próprio. Mas para adquirir conhecimento necessário, ele precisa estudar Medicina. Para isso, precisa passar no vestibular. Para passar no vestibular existe um outro sistema que gera outro desprezo.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Irc.

Ah...vida real! (2x)
Como é que eu troco de canal?

terça-feira, 14 de junho de 2011

A positividade solta pelo ar...

Insanidade,

Estou sendo completamente bizarra com você.
Faço os desabafos péssimos, de coisas ruins e, quando percebo, praticamente não te conto as coisas maravilhosas.

Essa é inércia humana mesmo. Ser bem mais ligado ao negativismo.

Não quero que você seja um contágio de pensamentos negativos.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

E a personagem fala.

Personagem:

Eu só queria menos receita de bolo e mais poesia;
Menos dor de cabeça e mais arrepios;
Menos vida automática e mais atenção;
Menos ter que pedir isso.

E, nem o narrador, diz.

A Personagem da História Real

Narrador: Ok, personagem de um monólogo sem espectadores. Você tem defeitos demais, porém, o maior deles é: esperar demais das pessoas.

Narrador: Se você não sabe, protagonista, vou te ensinar. Pense menos. Faça menos. Seja menos.

Personagem: Mas isso é bom?

Narrador: Não, mas é mais fácil.

FIM.

História de Vida

Para a vida real, as coisas são mais ou menos assim:

- Almoça comigo hoje?
- Jura?
- Uhum, liga pra sua mãe aí.
(Quase ligando)
- Brincadeira, eu só queria saber se você ia almoçar em casa mesmo. Pode ir pra casa.

Ninguém quer pagar ingresso para assistir isso. Por isso, esse tipo de cena não existe no cinema.

Muita graça, né?

História de Cinema

E então eles passaram o dia todo brigados. Problemas pequenos que se acumulam, diálogos desnecessários. E ela queria que ele parasse 5 minutos ao invés de levar as coisas no automático resolvendo todos os problemas extra-ela para depois procurá-la,no fim do dia, como se fosse a coisa mais fácil esquecer aquele sentimento de irritação que esmaga o peito.
Eles foram embora juntos, sem simpatias. Ele teve que descer. Ela voltou pra casa dirigindo, pensando que ao invés de corrigir as brigas o importante era evitá-las. Esse é o grande desafio. Não necessariamente resolver os problemas, mas sim, não deixar que os problemas venham.

E não é que ele também pensou assim? E então, cinco minutos após sair do carro. Ele ligou. Ela atendeu, achando que ele tivesse esquecido alguma coisa. E não é que, ao olhar pelo retrovisor ele estava lá? Fez questão de esquecer por algumas horas a racionalidade (ou o modo automático da vida) para reestabelecerem as coisas. Surpresas assim não tem preço, porque significam atenção e carinho. Isso vale muito mais do que qualquer tesão e aí, tudo se resolveu.

Rá. Cenas assim não acontecem na vida real. São coisas de cinema, SÓ DE CINEMA. Histórias baseadas em fatos reais são bem mais coloridas do que realmente a vida real.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Sempre rola AQUELA identificação certeira.

Mulher de Áries?! Hummm....

Não sei. Ainda não consegui decidir se estar apaixonado por uma dessas mulheres é muito bom ou muito ruim. Como sempre, deve ser os dois... O fato é que essas daqui vivem tão bem sem um homem que se torna até constrangedor (pro cara, claro). A sorte é que as arianas tem uma necessidade natural de ter alguém que elas admirem. Acho que nem é essa a palavra. Elas precisam suspirar, perder o fôlego por alguém. Não se empolgue: se não tiver nenhum homem capaz de responder a isso, bem, ela não sentirá tanta falta dele assim. Até porque o que quer que ele saiba fazer, ela faz mais e melhor.

A coisa aqui é uma briga de galo. É ego pra todo lado, masculino e feminino em par de igualdade. Dá até medo de ser cavalheiro com uma ariana.Elas são donas do pedaço, aquele arrasta quarteirão sabe? Tem controle total sobre tudo que diz respeito a ela. São as mais propensas dentre os signos a propor o casamento no lugar do homem. Assusta um pouquinho. Mas ela é a mulher mais mulher do zodíaco, é de se compreender. Ariana tem a ver com força. Nada nela é 'mais ou menos'.

Para que ela te ame, ela precisa que você a orgulhe. Ela exige que você seja o príncipe, vá lá que não tão encantado, mas capaz de inspirar nela seu sentimento próprio de compartilhar o que é dela, de ser gentil e fazer o que estiver ao alcance dela por você. As mulheres de Áries querem ser dominadas por um braço forte, ser pegada de jeito por alguém a altura de sua força. Entretanto, e é interessante perceber isso, a ariana vive um eterno conflito de estar no controle dominando e também de querer ser dominada (Meu Deus, como será o sexo? Fico pensando).

É aquela mulher que é bendita entre os homens. Sabe qual é? Que tem mais amigos homens do que o normal? Pois então. E aí com certeza vai bater aquele ciúme. E ela simplesmente não admite ataque de ciúmes perto dela. Muito embora ela seja uma mulher ex-tre-ma-men-te possessiva, dona das mais incabíveis crises de ciúme. Isso siginifica: "Pode confiar em mim, mas em você eu não confio mes-mo!"

Acho que é tudo uma questão de dever e recompensa. Por exemplo: se você liga inadvertidamente dizendo que vai demorar pra chegar na casa dela por causa disso e daquilo, não se dê nem ao trabalho de chegar alguma hora porque ela vai estar lhe esperando assim como uma panela de óleo quente espera um pastel cru. No entanto, se você está com ela, conversa e a escuta, será recompensado com toda a suavidade que, pasmem, existe aos montes dentro dela.

Arianas são assim, como a chama de um fogo. Se você souber cuidar bem e entender o que tem que fazer, então ela te aquece como uma lareira. Mas se você não lhe der atenção, uma hora apaga. Ou, o que é pior, incendeia.
todo cuidado é pouco.


Por Marília Maia Moreira

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Imagine all the people, living for today...

Pensei em como seria se meu pai estivesse vivo.

Não foi algo assim do nada, enquanto eu pesquisava alguns conceitos para atualizar minha monografia, saí rapidinho da minha sala e, ao passar pela varanda vi um carro de Polícia Militar passando. Não, ele não era da Polícia Militar. O cara sentado no carona, ligeiramente passando, ligeiramente lembrou meu pai. E aí, me veio esse pensamento, não tão ligeiro.

Só sei que, não consegui pensar além disso. Na verdade, minto. Me veio uma onda de felicidade por dentro, acompanhada de uma pitada de tristeza.

domingo, 29 de maio de 2011

E de pe(n)sar, perco-me nos pensamentos.

Estou meio embebida no lado menos fútil(como diriam os leigos) de Carrie Bradshaw. Como assim? Me pego pensando e analisando situações, cenas e falas. O episódio de hoje seria Beleza e o referencial.

Tudo o que é belo é belo a partir de um referencial, uma comparação. X é mais belo que Y, porém Z é mais belo que X. Existe uma forma de conseguir esse equilíbrio, essa igualdade?

Mas tudo o que é belo precisa esforçar-se para ser belo? É preciso manter o belo?

O que é belo é o que atrai a primeira vista, não é? Então porque querer ser belo e evitar que o sejam? Quer atrair e não quer que atraiam? Por que se preocupar com isso? A regra é clara e simples. X pode, Y não é. Ia escrever aqui toda a teoria, mas cansei. Preguiça.

Boa noite, beijos, fui.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

MANTRA

Ontem criei uma frase e dormi com ela na minha cabeça.

POESIA SINCERA DE DENTRO DO CORAÇÃO SOSSEGA A ALMA.

Como um mantra, repeti por diversas vezes e dormi.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Atirei o pau no gato-to...

É por essas e outras que eu digo, a internet (ops!), a curiosidade matou o gato.

Eu seria tão feliz na década de 60...

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Esforço

Sentimentos não mudaram. Satisfação não mudou. Continua sendo a melhor coisa da vida.


Mas sabe aquela sensação de esforço que não é recompensado?

São emails não respondidos, são cartas prometidas, são agrados prometidos.
E ela não mede esforços para fazer tudo isso.
Ela vai, fica até tarde para escrever algo que realmente venha de dentro para acompanhar o presente de aniversário, ela leva coisas gostosas da casa para agradar, ela faz bandeira de paz com palito e papel, pára em um restaurante fechado, inventa uma desculpa para poder entrar, compra mousse, compra confetti...

Ela também precisa de estímulos. Mas nada dela é automático. Ela faz porque ela tem vontade. Ela não quer que seja automático. Coisas assim não são reais.

Ela quer atenção, retorno. Quer que as coisas sejam menos automáticas e tenham mais graça.

Ela também trabalha, faz monografia, resolve problemas de comissão de formatura em fase de desespero final. Ela também tem problemas. E ela nunca deixa de pensar e de criar alternativas e planos mirabolantes para surpreender.

E plagiando novamente a minha mãe: 'você faz coisas demais. Tem gente que simplesmente não se importa'.

E ela desmotivada diz: No more via de mão única!


PS: Joga saaaaal!

terça-feira, 3 de maio de 2011

Simples assim.

Hoje li um texto é que encaixe perfeito. Me instiga, porque vai de encontro a um pensamento meu. Enfim, Simples assim.

"A gente cresce e quer fazer da nossa vida um livro de romance, cheio de personagens e histórias para contar, pensando que só assim vai ter um final feliz.
Mas, na real, a gente já é feliz desde o primeiro capítulo!
Porque felicidade é como poesia.
Parece uma coisa super complicada e distante, mas não é não.
Não precisa mais do que um poema ou uma letra de música pra gente abrir um sorriso e ganhar o dia.
Simples assim. "

domingo, 24 de abril de 2011

Sem forçar, sem esforço.

Vontade de falar.

Talvez hoje eu tenha ficado estranha. Desse estado passei para a 'placa'(ou nuvenzinha, quase incômodo) e depois cheguei a ficar avassaladora.

Agora estou quieta, mas com vontade de falar com clareza algo que ainda não sei o que é. Paradoxo leve, não?

Ser a gente não é simples. Não vou cair no clichê (apesar de ser real) de que somos diferentes de todos os outros. Acho que a 'coisa' é porque somos muito tudo. Sem mediocridade, sem pequenas doses. Para ser sincera, acho que somos 'carro subindo morro de primeira'. Não é fácil, não tem calmaria.

Meu sonho é que o furacão acalmasse um pouco e virasse vento de praia, daqueles que ainda tem e traz energia. Sobra sentimento mas falta uma quietude interna.

Me descobri uma amante da rotina, do dia a dia, da leveza que a vida pode permitir. E me desculpem os demais, mas no fundo todo mundo quer isso. Sem dúvida, taí a melhor coisa da vida. Só que também repito: não é fácil.

Acho que a rotina traz maravilhas. Intimidade, conforto, parceria. Coisas de valores inestimáveis. A gente começa a amar as qualidades da pessoa e dar toques quanto aos defeitos. Fazer parte, um do outro, é a chave. Porém, discordo que na rotina corrida, a graça vai acabando por que as pessoas estão cada vez mais ocupadas. Demonstrações são importantes sim, durante toda a vida, não interessa o quanto ela dure. Se você ama durante 50 anos, todos os dias a mesma pessoa, porque guardar isso somente para você?
Sempre fui da opinião de que quando a pessoa gosta mesmo da outra, não existe nível máximo de ocupação ou 'não há como'. As pessoas sempre vão dar um jeito de fazerem as outras felizes, surpreendendo. É natural quando você tem certeza do que quer.

Estou precisando de sussessagem (to be 'sussa'). Dar o braço a torcer é o ponto. Existe certo ou errado? Estou sempre errada, mesmo vendo todos os motivos claros de que estou certa? Quem se coloca ou não se coloca no lado do outro? Quais os argumentos devem ser levados em conta? O fato é que não quero mais nuvenzinhas pra mim e pra gente. Sem 'placa' durante o dia e 'pensamentos que levam a nightmares durante a noite'. Isso definitivamente não faz bem.

A vida devia ser uma ciência um pouco mais exata. Não acho que ela seria mais chata, seria apenas um pouco mais acertiva.

Gênio da lâmpada, não quero um trilhão de dólares ou o homem mais lindo e rico do universo. Quero apenas entender a cabeça das pessoas para que a confiança plena venha, sem anseios.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

The bday!

Para falar a verdade não pensei muito, mas estranhamente, defini.
Mesmo a Insanidade Sensata tendo sido descoberta, decidi não abandoná-la. São meus sentimentos expressados. E como é o que sinto no momento, não vejo o porquê de ele não saber.

Parabéns, Mariana!

Acho que nunca gostei de aniversários. Gosto da ideia de ter um dia só meu, de mimos próprios, mas que fadiga! E que venha a mistura heterogênea de amigos distintos, em momentos distintos da vida.

Plagiando não sei quem:

"Quero uma respiração leve e tranqüila, um jeito de andar quieto de quem dança,
uma vida meio primavera."

E o que eu desejo pra mim nesse aniversário são as 4 coisas mais preciosas da vida: saúde, amor, felicidade e paz. Just it.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Valorização

Ontem antes de dormir estava pensando sobre mim. Isso mesmo, de tanto me interessar por comportamento humano, resolvi avaliar o meu.

Espírito independente, pró-ativo, criativo, com uma vontade enorme de viver para não passar desapercebida por esse mundo. Porém, extremamente dependente das coisas mais simples: ter quem pague as contas no banco, ter quem marque consulta no médico, ter quem dê opinião na hora da roupa certa, ter quem saiba operacionalizar todas as ideias malucas que esse espírito tem, ter quem você tem a certeza que te ama.

Ele é um espírito engenheiro que não é NADA sem que tenha pedreiros a seu redor. (Sendo bem bizarra).

Estava pensando como seria a minha vida sem a minha mãe. Simplesmente não seria. Apesar de ser desenvolta, tem muita coisa que eu não sei lidar, não sei resolver. Sou extremamente dependente e mimada.

E não é só isso. Minha mãe sempre me disse duas coisas:

1) O mundo é dos espertos

2) Você faz muita coisa para os outros, você tem muitas ideias para agradar as pessoas. Mas será que elas fazem isso pra você?


Eu sempre discordei da minha mãe, mas agora eu concordo. NÃO. As pessoas simplesmente não se importam. Enquanto quebro a cabeça organizando eventos para agradar, ou gastando horas pensando em um presente criativoso ou ainda rodando em ruas desconhecidas para encontrar algo que agrade, mesmo que seja caro, as pessoas simplesmente não se importam. Com nada, com ninguém.

A questão seria me igualar a elas? Mas meu jeito sempre foi esse, de ter grandes ideias, bolar grandes feitos, surpreender. Enfim, não quero ser mesquinha mas vou começar a adotar a teoria do individualismo.

E antes que surja alguma pergunta, não é necessariamente de namorado que estou dizendo não, é de muita gente que me rodeia, MESMO.

terça-feira, 15 de março de 2011

Confiança

Como manter a paz interior?
O equilíbrio interno? A consciência tranquila?

Isso tem sido tão utópico para mim.
O que antes era autosabotagem agora virou teoria da conspiração, um presente de mim para mim mesma. Por que qualquer indício significa que algo está errado? Por que qualquer deslize me diz que existe enganação? Por que qualquer fala que ela ouça ela se vê falando para a mãe dela, com o significado real de 'para de pegar no meu pé'?
A questão é que a ex-ms.racionalidade agora é pura transparência. Ela sempre foi disconfiança, mas hoje ela não esconde reações e sentimentos. Ela é a sinceridade à flor da pele. Ela sente.

Será que tem a ver com a origem de investigação policial que estava em seu sangue bem antes de ela nascer? Será que é algum 'trauma'?
Ela não sabe dizer. Ela sente.

Menina irritada, relaxa e dorme tranquila.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Pânico da mimagem

MEEEEEEEEEEEEEEEEEU DEEEEEEEEEEEEEEEEUS,

EU ESTOU FICANDO EXATAMENTE IGUAL A MINHA MÃE: MIMADA.

terça-feira, 1 de março de 2011

Livrai-nos de todo o mal, amém.

A Dona Zica tá tão grande, gorda e dominadora que até o post que eu ia fazer ontem desapareceu quando eu estava escrevendo.

Era exatamente essa a minha lamentação.

Dá-me um banho de sal grosso com muuuuuita arruda, além de todos os amuletos para espantar o azar, a inveja; o mau olhado e qualquer outro tipo de energia negativa. Aja macumba e urucubaca para espantar!

Bem resumidamente vou contar o que tem acontecido, fazendo de conta que estou em um sonho ruim (e na esperança de que se eu contar ele não vai se realizar, mais!)

Uma semana brigando, hospital com o namorado, sem blocos de carnaval e show dos Beatles, briga com a mãe, prejuízo de 3 mil reais, falta de carro.

Bobeira pouca é bobagem, né?

Livrai-nos de todo o mal, amém.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Gotejando irritações

Em crise interna.

Visualiza a cena: você está tranquilamente adormecendo na sua cama macia. O quarto está escuro e o edredon causa uma sensação de calor na medida certa. Tudo é aconchegante. Você precisa relaxar e o cenário é perfeito para isso.

Ok. Tudo estava ótimo. Até uma torneira no cômodo ao lado começar a pingar. Por algumas horas ela pingava devagarzinho, quase não dava para ouvir. Por outras, você ouvia bem, mas fazia questão de ignorar. As vezes pingava demais, de causar uma irritação avassaladora. O fato é que pingava constantemente. Sempre. E a irritação era constante. E quando pingava muito e depois pingava devagar, a irritação se mantinha. Será que a goteira vai transbordar?

Ela queria eliminar a goteira. Mas ela está deitada. Ela não sabe como fazer isso.
Como conseguir o cenário aconchegante de novo? Como conseguir a estabilidade, sem irritações e sabotagem interna.

Ela não quer mais ser tão chata quanto a goteira o é. Ela não quer mais os pingos chatos da goteira da torneira.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

The black Aronofsky




10 quilos a menos. 1 ano de preparação. 12 horas diárias de ballet. Disciplina de soldado.

Essa é a Natalie Portman. Uma das minhas melhores atrizes, sem dúvida. Mais ousadas e avassaladoras, mais "Johnny Deep" versão feminina. Em Closer minha admiração por ela (e pelo filme) já estavam em seu ápice. Mas Cisne Negro é ... (suspiro, pensamento, divagação) um filme instigante, arrebatador.

Ao sair do cinema, extremamente eletrizada, falei com ele: 'Darren Aronofsky não é um soco no estômago, ele é um tapa na cara'. E faz de Cisne Negro a perfeição, ou o contrário dela. Assim como em todos os demais filmes que eu pude observar a direção de Aronofsky. Sério. Eu gosto demais desse diretor. Não sei o que mais me atrai: se são as cenas absurdamente absurdas, as câmeras estranhas, a não conformidade com o comercial e o vendável ou o incômodo que ele causa no espectador com os seus protagonistas sempre recheados de distúrbios psicológicos. Sim. Para ele a loucura é uma constante.

Ele é choque, mas não é um choque a lá Tarantino, que pinga sangue na tela e te dá vontade de vomitar ao ver o protagonista recebendo um tiro na testa ou tendo a cabeça decaptada. O Aronofsky é um outro tipo de incômodo. Mais abstrato, mais avassalador. Ele te pega no seu ponto fraco, quando resolve mostrar que a grande inimiga das suas protagonistas é mente delas mesmas.
Pi, Réquiem para um sonho e O lutador também são assim. Protagonistas confusos, abalados mentalmente. E com câmeras subjetivas, com muitos movimentos ou ângulos fora do comum, além de um discurso absolutamente envolvente, você se sente assim: DESESPERADA.

Em Cisne Negro, eles exploram o mundo das bailarinas, que me arrisco a dizer que exige mais disciplina, competitividade e prazo de validade do que o das passarelas ou dos campos de futebol. Não há glamour e leveza, aclamados pela plateia, sem dor, muita dor. E eles exploram esses pormenores, esse lado obscuro do ballet. Cenas lindas de dança e ensaio, plano detalhe de sapatilhas, expressões envolvem o espectador.

Sem brincadeira, de tão embebido nesse universo psicologicamente tenso, você enlouquece. Além do mais, ele é corajoso, intenso. Em que filme, com potencial para o Oscar, você veria cenas de masturbação e sexo oral feminino? Ele é atípico.

Natalie Portman foi encaixe perfeito assim como Tim Burton + Johnny Deep o são há mais de 20 anos. Ela é uma forte concorrente ao Oscar, para não dizer a favorita e para não me arriscar a dizer que ela vai levar a estatueta. Suas expressões sufocam o espectador, te detonam, sinceramente.





Com Aronofsky e Portman você tem uma overdose, tomando uma única dose.

Cisne Negro. 10 quilos a menos. 1 ano de preparação. 12 horas diárias de ballet. Disciplina de soldado - Um possível Oscar, uma gravidez e um casamento.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Burlando regras

Apagando teorias.

Eu não tenho inimigos. Não há ninguém que eu considere forte o suficiente para que eu o deteste. Há os indiferentes, há os que o santo não bate. Mas não há inimigos.
Imagino que alimentaria um sentimento ruim se meus amigos me decepcionassem, não se um inimigo o fizesse.

Mas para falar a verdade, eu tenho um inimigo. Uma inimiga! Minha mente.

Ela é estratégica, racional, elabora teorias e me confunde, fazendo acreditar nelas. Para falar a verdade, ela é a melhor atriz de todas. Só que resolvi não escutá-la mais. Tirei de cena, fechei a cortina e sumi da plateia.

Como numa mudança de ato, as teorias sumiram do roteiro. Não há mais nada que eu acreditasse e defendesse antes, que eu não acho que valha a pena uma repensada, uma relativizada, ou, simplesmente, um esquecimento.

Teorias não são reais!

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Completamente novo.

Nunca visto antes e nem sentido.

Coisa rara.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Verdades no espelho

[Esse post era para ter sido feito antes, mas como ele não é perecível, ainda há tempo]

A cada dia as pessoas recebem comentários sobre elas mesmas. Nossa, cortou o cabelo? Ficou meio estranho! Que cabelo lindo! Você emagreceu muito, tá começando a ficar feia. Uau, que corpão, tá magrinha!

Muitos desses comentários são superficiais ou são simplesmente opiniões a esmo de quem não tem papas na língua. Mas existem aqueles comentários recorrentes de pessoas que não tem relação umas com as outras. Para esses você deve começar a se atentar, pois, se eles não forem completamente a verdade sobre você, pode ser a verdade que você tem passado para elas.

Sim. Ele me alertou sobre uma coisa. Eu preciso aprender a dar satisfação. Não é a primeira pessoa a reclamar que eu simplesmente desapareço, não aviso onde estou e acabo deixando a pessoa me esperando, sem a certeza de que deixamos algo combinado ou não. Outra coisa, as minhas ligações nunca são as primeiras do dia, as únicas da noite, as na hora combinada.
E mais uma coisa, a pior delas quando escutei. Ele está mais preparado do que eu para 'aturar' momentos da rotina, afinal, nosso namoro não vai ser assim conto de fadas para sempre. Vai ter dia que um tem que sair mais cedo, um sábado que um precisa estudar e tal. E o pior é que talvez essas verdades sejam verdade.

Eu acredito nas mudanças. Ninguém vai ser igual sempre. Tudo muda, inclusive personalidade e essência.É só querer mudar e convenhamos, se a mudança for para melhor, quem vai ser imbecil de querer estagnar no erro? Mudei muito, não escondo. E até esses deslizes meus, da minha essência personalidade me fazem descobrir mais sobre mim.

Fim de papo #assumindomeusproblemas

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Saaaaaai fora urucubaca!




Sai macumba, olho gordo, mau-olhado, praga, inveja preta, azar, uruca.
Essa semana o bicho tá pegando pra mim e pra gente.

Escudo de proteção, olho grego, pimenta, trevo de quatro folhas, figa, pé de coelho, olho de boi, amuleto turco, rezas e benzedeiras.
Salve-nos!

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Amor Epidérmico

Babei no texto. Em especial na parte em negrito.


Seus pais foram jantar fora e deixaram o apartamento só para você, seu namorado e a tevê a cabo. Que inconseqüentes! Em menos de um minuto vocês deixam a televisão falando sozinha e vão ensaiar umas cenas de amor no quartinho dos fundos. De repente, escutam o barulho da fechadura. Seu pai esqueceu o talão de cheques. Passos no corredor. Antes que você localize sua camiseta, sua mãe se materializa na porta. Parece que ela está brincando de estátua, mas não resta dúvida que entrou em estado de choque. Você diz o quê? Mãe, a carne é fraca.

A desculpa é esfarrapada mas é legítima. Nada é mais vulnerável que nosso desejo. Na luta entre o cérebro e a pele, nunca dá empate. A pele sempre ganha de W.O.

Você planeja terminar um relacionamento. Chegou à conclusão que não quer mais ter a seu lado uma pessoa distante, que não leva nada à sério, que vive contando piadinhas preconceituosas e que não parece estar muito apaixonado. Por que levar a história adiante? Melhor terminar tudo hoje mesmo. Marca um encontro. Ele chega no horário, você também. Começam a conversar. Você engata o assunto. Para sua surpresa, ele ficou triste. Não quer se separar de você. E para provar, segura seu rosto com as duas mãos e tasca-lhe um beijo. Danou-se.

Onde foram parar as teorias, os diálogos que você planejou, a decisão que parecia irrevogável? Tomaram Doril. Você agora está sob os efeitos do cheiro dele, está rendida ao gosto dele, está ligada a ele pela derme e epiderme. A gravação do seu celular informa: seus neurônios estão fora da área de cobertura ou desligados.

Isso nunca aconteceu com você? Reluto entre dar-lhe os parabéns ou os pêsames. Por um lado, é ótimo ter controle absoluto de todas as suas ações e reações, ter força suficiente para resistir ao próprio desejo. Por outro lado, como é bom dar folga ao nosso raciocínio e deixar-se seduzir, sem ficar calculando perdas e danos, apenas dando-se ao luxo de viver o seu dia de Pigmaleão.

A carne é fraca, mas você tem que ser forte, é o que recomendam todos. Tente, ao menos de vez em quando, ser sexualmente vegetariano e não ceder às tentações. Se conseguir, bravo: terá as rédeas de seu destino na mão. Mas se não der certo, console-se. Criaturas que derretem-se, entregam-se, consomem-se e não sabem negar-se costumam trazer um sorriso enigmático nos lábios. Alguma recompensa há de ter.


Martha Medeiros

Intimidade.

Casa vazia. Encontro marcado. Sentimentos verdadeiramente à flor da pele. Proibido, ou melhor, escondido. Ele chega de mochila, já sabendo que ia ficar. Meio lua de mel, meio vida de casado.
Intimidade, intimidade, intimidade. Risadas. Delícias. Uma noite que era pra ser normal, de quinta pra sexta. 6 horas de espontaneidade.

E o melhor de tudo, a paz interior mais gostosa de sentir.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Ai que preguiça.

Que vontade de estar num sítio distante, com todo o tempo do mundo para ficar a toa. Ou em casa de vó, em cidade pequena, só com hora para tomar o café. Ou então em um apartamento quentinho, com a pessoa que se gosta, só com hora para terminar o filme.

Que preguiça, que sono. Ainda são 16h37. E a vontade de não fazer nada ocupa a minha mente.

Para o mundo que eu quero descer, só pra dar uma descansadinha e já volto.

2 em 1 - in my mind n under my skin

Quero falar de alguns assuntos semelhantes, complementares. Separados por temas.

Um mix de sorte com a falta dela.
Quantos mais planos são feitos, menos planejado o fato sai.
Ontem quase rolou um flagra de algo que poderia ter acontecido mas não aconteceu.
Não aconteceu porque o destino sabotou o fato que poderia ter acontecido.
E não é que o que não aconteceu aconteceria ou vai acontecer hoje, mas o destino veio mais uma vez, sagaz e levado como uma criança hiperativa e mandou mais uma surpresa indesejada.
O que vai acontecer está mais uma vez fora dos planos. Mas vai acontecer.






Signos. Quem acredita neles?
Quem já não ouviu aquela história: "eu tenho um amigo que escrevia horóscopo e sempre inventava o texto do que ia acontecer com cada signo...é a maior enganação." Pode ser. E eu não duvido. Apesar de que muitas vezes faça sentido o que foi premeditado para o meu dia. Só que o que eu quero falar não é de horóscopo é de signo mesmo, das suas características. Eu sou áries, ele é áries, o melhor amigo dele é áries. E se tem uma característica desse signo que é insuportável (e eu reconheço que faz parte de mim) é gostar do que não pode, o que é proibido ou perigoso. Parece um estímulo. É simplesmente pelo fato de não poder. Esse é o grande barato. Arianos são competitivos. Precisam de um impulso. Uma motivação. E eles sempre precisam estar motivados.
Esse era só um desabafo impulsivo de quem faz e de quem sente.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Perspectiva

E hoje na hora do almoço ele me indagou sobre o futuro e sobre certezas. E eu não as tenho.
Futuro profissional, eu não sei. Sei que formo agora no meio do ano e que vou continuar trabalhando. Sei que formo nova. E ele disse que pessoas novas ainda não tem credibilidade. Eu discordei. A geração depois da minha vai começar fazendo as coisas muito mais cedo. Já é assim. Olha quantas pessoas bem sucedidas, prodígios precoces estão sendo lançadas. Mas isso não vem ao caso.

Sei a minha área de interesse, sei o que eu não quero. Mas concordo que não posso ficar só esperando uma oportunidade aparecer, me encantar e me deixar levar. Eu preciso de certas definições. Mas todas as minhas metas não tem estabilidade. Cinema, Teatro, Moda, Jornalismo, Publicidade, Marketing. Ahn, e aí?

No fundo todo mundo tem é medo de eu largar o barco e me mudar para o outro lado do mundo e começar uma coisa nova.

PAZ INTERIOR

Começo sendo bem objetiva. Sou ambiciosa, abusada ou qualquer outro adjetivo pejorativo mas verdadeiro para quem quer muita coisa.

Eu quero sim. Quero PAZ INTERIOR. E nesse pacote eu quero noites belas, paisagens encantadoras, amor intenso e recíproco, felicidade. Eu quero a verdade, por mais que ela não exista. Quero sentimentos ótimos e MENTE TRANQUILA. Quero amor de família agora e uma família linda de comercial de margarina no futuro. Eu quero saúde para que a gente possa aproveitar ainda muito e muito mais. Quero vida.

Quero Caetano num domingo de manhã e cerveja gelada a tarde. Quero por do sol na praia. Quero drinks, amigos, energia e sossego. Quero aperto de mãe e palavras doces de quem te ama sem dúvida.

E nesse pacote de coisas simples, eu quero ser feliz, beibe.