Em crise interna.
Visualiza a cena: você está tranquilamente adormecendo na sua cama macia. O quarto está escuro e o edredon causa uma sensação de calor na medida certa. Tudo é aconchegante. Você precisa relaxar e o cenário é perfeito para isso.
Ok. Tudo estava ótimo. Até uma torneira no cômodo ao lado começar a pingar. Por algumas horas ela pingava devagarzinho, quase não dava para ouvir. Por outras, você ouvia bem, mas fazia questão de ignorar. As vezes pingava demais, de causar uma irritação avassaladora. O fato é que pingava constantemente. Sempre. E a irritação era constante. E quando pingava muito e depois pingava devagar, a irritação se mantinha. Será que a goteira vai transbordar?
Ela queria eliminar a goteira. Mas ela está deitada. Ela não sabe como fazer isso.
Como conseguir o cenário aconchegante de novo? Como conseguir a estabilidade, sem irritações e sabotagem interna.
Ela não quer mais ser tão chata quanto a goteira o é. Ela não quer mais os pingos chatos da goteira da torneira.
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
The black Aronofsky

10 quilos a menos. 1 ano de preparação. 12 horas diárias de ballet. Disciplina de soldado.
Essa é a Natalie Portman. Uma das minhas melhores atrizes, sem dúvida. Mais ousadas e avassaladoras, mais "Johnny Deep" versão feminina. Em Closer minha admiração por ela (e pelo filme) já estavam em seu ápice. Mas Cisne Negro é ... (suspiro, pensamento, divagação) um filme instigante, arrebatador.
Ao sair do cinema, extremamente eletrizada, falei com ele: 'Darren Aronofsky não é um soco no estômago, ele é um tapa na cara'. E faz de Cisne Negro a perfeição, ou o contrário dela. Assim como em todos os demais filmes que eu pude observar a direção de Aronofsky. Sério. Eu gosto demais desse diretor. Não sei o que mais me atrai: se são as cenas absurdamente absurdas, as câmeras estranhas, a não conformidade com o comercial e o vendável ou o incômodo que ele causa no espectador com os seus protagonistas sempre recheados de distúrbios psicológicos. Sim. Para ele a loucura é uma constante.
Ele é choque, mas não é um choque a lá Tarantino, que pinga sangue na tela e te dá vontade de vomitar ao ver o protagonista recebendo um tiro na testa ou tendo a cabeça decaptada. O Aronofsky é um outro tipo de incômodo. Mais abstrato, mais avassalador. Ele te pega no seu ponto fraco, quando resolve mostrar que a grande inimiga das suas protagonistas é mente delas mesmas.
Pi, Réquiem para um sonho e O lutador também são assim. Protagonistas confusos, abalados mentalmente. E com câmeras subjetivas, com muitos movimentos ou ângulos fora do comum, além de um discurso absolutamente envolvente, você se sente assim: DESESPERADA.
Em Cisne Negro, eles exploram o mundo das bailarinas, que me arrisco a dizer que exige mais disciplina, competitividade e prazo de validade do que o das passarelas ou dos campos de futebol. Não há glamour e leveza, aclamados pela plateia, sem dor, muita dor. E eles exploram esses pormenores, esse lado obscuro do ballet. Cenas lindas de dança e ensaio, plano detalhe de sapatilhas, expressões envolvem o espectador.
Sem brincadeira, de tão embebido nesse universo psicologicamente tenso, você enlouquece. Além do mais, ele é corajoso, intenso. Em que filme, com potencial para o Oscar, você veria cenas de masturbação e sexo oral feminino? Ele é atípico.
Natalie Portman foi encaixe perfeito assim como Tim Burton + Johnny Deep o são há mais de 20 anos. Ela é uma forte concorrente ao Oscar, para não dizer a favorita e para não me arriscar a dizer que ela vai levar a estatueta. Suas expressões sufocam o espectador, te detonam, sinceramente.

Com Aronofsky e Portman você tem uma overdose, tomando uma única dose.
Cisne Negro. 10 quilos a menos. 1 ano de preparação. 12 horas diárias de ballet. Disciplina de soldado - Um possível Oscar, uma gravidez e um casamento.
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Burlando regras
Apagando teorias.
Eu não tenho inimigos. Não há ninguém que eu considere forte o suficiente para que eu o deteste. Há os indiferentes, há os que o santo não bate. Mas não há inimigos.
Imagino que alimentaria um sentimento ruim se meus amigos me decepcionassem, não se um inimigo o fizesse.
Mas para falar a verdade, eu tenho um inimigo. Uma inimiga! Minha mente.
Ela é estratégica, racional, elabora teorias e me confunde, fazendo acreditar nelas. Para falar a verdade, ela é a melhor atriz de todas. Só que resolvi não escutá-la mais. Tirei de cena, fechei a cortina e sumi da plateia.
Como numa mudança de ato, as teorias sumiram do roteiro. Não há mais nada que eu acreditasse e defendesse antes, que eu não acho que valha a pena uma repensada, uma relativizada, ou, simplesmente, um esquecimento.
Teorias não são reais!
Eu não tenho inimigos. Não há ninguém que eu considere forte o suficiente para que eu o deteste. Há os indiferentes, há os que o santo não bate. Mas não há inimigos.
Imagino que alimentaria um sentimento ruim se meus amigos me decepcionassem, não se um inimigo o fizesse.
Mas para falar a verdade, eu tenho um inimigo. Uma inimiga! Minha mente.
Ela é estratégica, racional, elabora teorias e me confunde, fazendo acreditar nelas. Para falar a verdade, ela é a melhor atriz de todas. Só que resolvi não escutá-la mais. Tirei de cena, fechei a cortina e sumi da plateia.
Como numa mudança de ato, as teorias sumiram do roteiro. Não há mais nada que eu acreditasse e defendesse antes, que eu não acho que valha a pena uma repensada, uma relativizada, ou, simplesmente, um esquecimento.
Teorias não são reais!
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Verdades no espelho
[Esse post era para ter sido feito antes, mas como ele não é perecível, ainda há tempo]
A cada dia as pessoas recebem comentários sobre elas mesmas. Nossa, cortou o cabelo? Ficou meio estranho! Que cabelo lindo! Você emagreceu muito, tá começando a ficar feia. Uau, que corpão, tá magrinha!
Muitos desses comentários são superficiais ou são simplesmente opiniões a esmo de quem não tem papas na língua. Mas existem aqueles comentários recorrentes de pessoas que não tem relação umas com as outras. Para esses você deve começar a se atentar, pois, se eles não forem completamente a verdade sobre você, pode ser a verdade que você tem passado para elas.
Sim. Ele me alertou sobre uma coisa. Eu preciso aprender a dar satisfação. Não é a primeira pessoa a reclamar que eu simplesmente desapareço, não aviso onde estou e acabo deixando a pessoa me esperando, sem a certeza de que deixamos algo combinado ou não. Outra coisa, as minhas ligações nunca são as primeiras do dia, as únicas da noite, as na hora combinada.
E mais uma coisa, a pior delas quando escutei. Ele está mais preparado do que eu para 'aturar' momentos da rotina, afinal, nosso namoro não vai ser assim conto de fadas para sempre. Vai ter dia que um tem que sair mais cedo, um sábado que um precisa estudar e tal. E o pior é que talvez essas verdades sejam verdade.
Eu acredito nas mudanças. Ninguém vai ser igual sempre. Tudo muda, inclusive personalidade e essência.É só querer mudar e convenhamos, se a mudança for para melhor, quem vai ser imbecil de querer estagnar no erro? Mudei muito, não escondo. E até esses deslizes meus, da minha essência personalidade me fazem descobrir mais sobre mim.
Fim de papo #assumindomeusproblemas
A cada dia as pessoas recebem comentários sobre elas mesmas. Nossa, cortou o cabelo? Ficou meio estranho! Que cabelo lindo! Você emagreceu muito, tá começando a ficar feia. Uau, que corpão, tá magrinha!
Muitos desses comentários são superficiais ou são simplesmente opiniões a esmo de quem não tem papas na língua. Mas existem aqueles comentários recorrentes de pessoas que não tem relação umas com as outras. Para esses você deve começar a se atentar, pois, se eles não forem completamente a verdade sobre você, pode ser a verdade que você tem passado para elas.
Sim. Ele me alertou sobre uma coisa. Eu preciso aprender a dar satisfação. Não é a primeira pessoa a reclamar que eu simplesmente desapareço, não aviso onde estou e acabo deixando a pessoa me esperando, sem a certeza de que deixamos algo combinado ou não. Outra coisa, as minhas ligações nunca são as primeiras do dia, as únicas da noite, as na hora combinada.
E mais uma coisa, a pior delas quando escutei. Ele está mais preparado do que eu para 'aturar' momentos da rotina, afinal, nosso namoro não vai ser assim conto de fadas para sempre. Vai ter dia que um tem que sair mais cedo, um sábado que um precisa estudar e tal. E o pior é que talvez essas verdades sejam verdade.
Eu acredito nas mudanças. Ninguém vai ser igual sempre. Tudo muda, inclusive personalidade e essência.É só querer mudar e convenhamos, se a mudança for para melhor, quem vai ser imbecil de querer estagnar no erro? Mudei muito, não escondo. E até esses deslizes meus, da minha essência personalidade me fazem descobrir mais sobre mim.
Fim de papo #assumindomeusproblemas
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