domingo, 24 de abril de 2011

Sem forçar, sem esforço.

Vontade de falar.

Talvez hoje eu tenha ficado estranha. Desse estado passei para a 'placa'(ou nuvenzinha, quase incômodo) e depois cheguei a ficar avassaladora.

Agora estou quieta, mas com vontade de falar com clareza algo que ainda não sei o que é. Paradoxo leve, não?

Ser a gente não é simples. Não vou cair no clichê (apesar de ser real) de que somos diferentes de todos os outros. Acho que a 'coisa' é porque somos muito tudo. Sem mediocridade, sem pequenas doses. Para ser sincera, acho que somos 'carro subindo morro de primeira'. Não é fácil, não tem calmaria.

Meu sonho é que o furacão acalmasse um pouco e virasse vento de praia, daqueles que ainda tem e traz energia. Sobra sentimento mas falta uma quietude interna.

Me descobri uma amante da rotina, do dia a dia, da leveza que a vida pode permitir. E me desculpem os demais, mas no fundo todo mundo quer isso. Sem dúvida, taí a melhor coisa da vida. Só que também repito: não é fácil.

Acho que a rotina traz maravilhas. Intimidade, conforto, parceria. Coisas de valores inestimáveis. A gente começa a amar as qualidades da pessoa e dar toques quanto aos defeitos. Fazer parte, um do outro, é a chave. Porém, discordo que na rotina corrida, a graça vai acabando por que as pessoas estão cada vez mais ocupadas. Demonstrações são importantes sim, durante toda a vida, não interessa o quanto ela dure. Se você ama durante 50 anos, todos os dias a mesma pessoa, porque guardar isso somente para você?
Sempre fui da opinião de que quando a pessoa gosta mesmo da outra, não existe nível máximo de ocupação ou 'não há como'. As pessoas sempre vão dar um jeito de fazerem as outras felizes, surpreendendo. É natural quando você tem certeza do que quer.

Estou precisando de sussessagem (to be 'sussa'). Dar o braço a torcer é o ponto. Existe certo ou errado? Estou sempre errada, mesmo vendo todos os motivos claros de que estou certa? Quem se coloca ou não se coloca no lado do outro? Quais os argumentos devem ser levados em conta? O fato é que não quero mais nuvenzinhas pra mim e pra gente. Sem 'placa' durante o dia e 'pensamentos que levam a nightmares durante a noite'. Isso definitivamente não faz bem.

A vida devia ser uma ciência um pouco mais exata. Não acho que ela seria mais chata, seria apenas um pouco mais acertiva.

Gênio da lâmpada, não quero um trilhão de dólares ou o homem mais lindo e rico do universo. Quero apenas entender a cabeça das pessoas para que a confiança plena venha, sem anseios.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

The bday!

Para falar a verdade não pensei muito, mas estranhamente, defini.
Mesmo a Insanidade Sensata tendo sido descoberta, decidi não abandoná-la. São meus sentimentos expressados. E como é o que sinto no momento, não vejo o porquê de ele não saber.

Parabéns, Mariana!

Acho que nunca gostei de aniversários. Gosto da ideia de ter um dia só meu, de mimos próprios, mas que fadiga! E que venha a mistura heterogênea de amigos distintos, em momentos distintos da vida.

Plagiando não sei quem:

"Quero uma respiração leve e tranqüila, um jeito de andar quieto de quem dança,
uma vida meio primavera."

E o que eu desejo pra mim nesse aniversário são as 4 coisas mais preciosas da vida: saúde, amor, felicidade e paz. Just it.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Valorização

Ontem antes de dormir estava pensando sobre mim. Isso mesmo, de tanto me interessar por comportamento humano, resolvi avaliar o meu.

Espírito independente, pró-ativo, criativo, com uma vontade enorme de viver para não passar desapercebida por esse mundo. Porém, extremamente dependente das coisas mais simples: ter quem pague as contas no banco, ter quem marque consulta no médico, ter quem dê opinião na hora da roupa certa, ter quem saiba operacionalizar todas as ideias malucas que esse espírito tem, ter quem você tem a certeza que te ama.

Ele é um espírito engenheiro que não é NADA sem que tenha pedreiros a seu redor. (Sendo bem bizarra).

Estava pensando como seria a minha vida sem a minha mãe. Simplesmente não seria. Apesar de ser desenvolta, tem muita coisa que eu não sei lidar, não sei resolver. Sou extremamente dependente e mimada.

E não é só isso. Minha mãe sempre me disse duas coisas:

1) O mundo é dos espertos

2) Você faz muita coisa para os outros, você tem muitas ideias para agradar as pessoas. Mas será que elas fazem isso pra você?


Eu sempre discordei da minha mãe, mas agora eu concordo. NÃO. As pessoas simplesmente não se importam. Enquanto quebro a cabeça organizando eventos para agradar, ou gastando horas pensando em um presente criativoso ou ainda rodando em ruas desconhecidas para encontrar algo que agrade, mesmo que seja caro, as pessoas simplesmente não se importam. Com nada, com ninguém.

A questão seria me igualar a elas? Mas meu jeito sempre foi esse, de ter grandes ideias, bolar grandes feitos, surpreender. Enfim, não quero ser mesquinha mas vou começar a adotar a teoria do individualismo.

E antes que surja alguma pergunta, não é necessariamente de namorado que estou dizendo não, é de muita gente que me rodeia, MESMO.