quarta-feira, 28 de março de 2012

A escova de dente.

(Vagando por blogs li esse texto em um deles e me identifiquei demais)

-Há uma tristeza que não vem cabendo em mim e teima em descer pelo canto dos olhos.
-descreva a sua tristeza
-tá.
Minha tristeza acho que veio de nascer.
Eu sou muito de outros tempos.
Não queria vir já, agora. Ainda me tenho presa no passado de forma que não consigo me adequar a essa realidade conturbada vivenciada hoje.
-como você vai comparar o tempo de hoje com um outro que você não viveu?
você não pode sentir saudade do que não viveu!!!
-o importante é sentir saudade.
Do que, isso já não importa. A saudade que eu tenho é de tudo que não vivi.De tudo que não existe ou nunca existiu.
A minha tristeza está em sentir coisas que não existem, apenas fazem ser sentidas.
-você vive fantasiando. Viver de fantasia nem sempre é bom,eu que o diga...
-e, se eu não fantasiar, viverei de que?
-você pode fantasiar, mas não viver de fantasia.
- vou viver do trânsito que tá parando a cidade olha o sinal fechado vamos embora logo tô com fome compra pão pra amanhã vou dormir cedo tenho que trabalhar e tem prova vou jantar com amigos oi, saudades, vamos marcar de nos encontrar então tá te ligo oi amor boa noite tchau mãe tô bem as crianças saem às 5h vou passar no médico e pegar seu exame morreu? meus pêsames gostava dela.
vou viver disso?
dessa realidade crua com gosto de asfalto e com cheiro de pasta de dente?
escova de dente.
escova de dente é a marca da rotina, do simples cotidiano.
-mas o cotidiano pode ser tão bonito.
Essa realidade não é crua.O tempero fica por sua conta.
Independente da realidade que você vai se encontrar, ainda sim, você vai ser uma pessoa com sentimentos.

/isadevirgulas

quarta-feira, 7 de março de 2012

Uma conversa

Uma conversa, quando é sincera e com o coração aberto resolve todos os problemas do mundo!

Uma conversa

Uma conversa, quando é sincera e com o coração aberto resolve todos os problemas do mundo!

Já que não somos perfeitos, meu bem, vamos ao menos fugir da covardia!

Chega de ler blogs sobre moda, sobre decoração ou qualquer conteúdo marketeiro afim.
Quero ler/ouvir/escrever de mim. E nessa linha, Insanidade Sensata volta às suas origens. Meio sem razão de saber se tem razão, meio a esmo, mesmo sem saber. A origem é essa. O certo incerto.


Sem reclamações. Sem chororô. Não quero mais isso.
Estou inquieta. Por ter esbanjado agressividade no sábado, fiquei chateada comigo. Tipo aquelas coisas que você faz, que a pessoa te perdoa mas que você sabe que no fundo ficou uma magoazinha e que, na próxima pisada de bola isso será levado em consideração, com o dobro de força, fazendo reforçar aquelas coisas bizarras ditas que na verdade não são verdade. Então, o dilema começa por aí.
Além disso, não sei. Tenho lido expressões e caras. E não estão me convencendo. A fala é para me convencer, o sorriso amarelo e o dente cerrado entalam outras palavras. Não é boicote, não é sabotagem e nem loucura, é sentimento. Sinto isso, fazer o quê?

Estou precisando de um uma rajada de luz na certeza e na verdade. Essa brincadeira de gato e rato, de ficar perguntando se tem algo, se tem novidade e etc e não ficar convencido/a é bem cansativa e estressante. Prefiro o sincericídio e a verdade daquelas que fazem o transmissor e o receptor da mensagem dormirem com a cabeça mais leve no travesseiro. Não estou falando pelas minhas falas, mas pelas do outro. Sinto que, se tem insatisfação no ar, a pessoa não fala, querendo evitar minhas reações. Se é um comentário pequeno, a pessoa não fala, querendo evitar brigas. E tem um sorriso gostoso e levado na cara, numa manhã despretensiosa e ‘sem motivos’.

Estou com uma necessidade de beber da verdade verdadeira e da certeza certa! Preciso ver o sorriso coerente com a fala, com a cara, com a entonação, com os gestos, com a verdade.

Já que não somos perfeitos, meu bem, vamos ao menos fugir da covardia!